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Vitória da Conquista | 21 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 14/12/2016 - 03h00
Doença foi tema de audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.

Caracterizada como inflamatória, o Lúpus acomete aproximadamente 150 mil brasileiros. Na Bahia chega a mais de 3 mil e em Salvador são mais de 1.500 pessoas diagnosticadas com a doença, que faz com que o sistema imunológico ataque os próprios tecidos, afetando diversos órgãos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as deficiências ocasionadas pela doença podem ser físicas, visuais, auditivas, múltiplas e até mental. A necessidade de assistência a pessoas com Lúpus na Bahia foi objeto de audiência pública na Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa.

A presidente da Associação Lúpicos Organizados da Bahia (Loba), Jacira Conceição (60), diagnosticada com lúpus aos 40 anos, afirmou que a falta de informação e equipamentos laboratoriais para diagnóstico precoce ainda é um grande problema para os pacientes. Segundo ela, as constantes dores e as múltiplas debilidades influenciam na vida do paciente, impedindo a prática de inúmeras atividades, como trabalhar, ir à praia e até mesmo transitar nas ruas sob o sol, pois os raios solares podem agravar a doença.

Para a audiência, a associação Loba trouxe uma lista com 18 reivindicações básicas que podem proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Dentre elas está mais investimento em tratamentos, ambulatórios especializados para um diagnóstico preciso, uma vez que a doença tem sintomas similares aos de outras enfermidades, direito ao passe livre e à aposentadoria, além do apoio para a institucionalização do dia 10 de maio como Dia Internacional de Conscientização, Orientação e Mobilização sobre Lúpus.

Sobre a assistência em saúde, Alcina Bulhosa, diretora de Atenção Especializada da Sesab, chamou a atenção para as medidas adotadas pela secretaria. A diretora frisou que no interior as policlínicas já estão prontas para os primeiros atendimentos que compreende o diagnóstico e o acompanhamento, em Salvador, estão sendo ampliados os números de leitos para atender os pacientes. “Estamos disseminados os cuidados com a doença, para que ela deixe ser uma enfermidade desconhecida, mas que afeta inúmeros baianos”, finaliza.

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