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Vitória da Conquista | 15 de Dezembro de 2018
Por Fabio Sena | 22/12/2016 - 00h27
Luciano Gomes sentiu que o mar não tá pra peixe e quer disputar, ainda que sendo certa a derrota.

Tanto quando Fernando Jacaré, Luciano Gomes (PR) tem-se ressentido com a situação de abandono político a que foram relegados os atuais governistas quando o assunto é eleição da mesa diretora da Câmara. Hermínio Oliveira, do Solidariedade, com votos de sobra para se eleger presidente do legislativo, praticamente encerrou os diálogos e as conversações e aguarda ansioso pela chegada do dia 1 de Janeiro para dirigir, pela primeira vez, depois de cinco mandatos, o poder legislativo. Diferentemente de Fernando Jacaré, no entanto, que roga por participar da futura mesa – o pavio-curto Luciano Gomes quer demarcar território político  disputando com chapa a mesa. Líder do Governo na Câmara, ele argumentou que tem faltado diálogo para construção de uma mesa mista: “Alguns são convidados e outros são esquecidos. Conquista não comporta mais isso”, referindo-se diretamente à negociação de cargos. Na visão de Luciano, não deve ser outra a postura da futura bancada de oposição senão lançar chapa própria para disputar a mesa.

PARA ENTENDER:

Os processos de eleições das mesas diretoras da Câmara Municipal de Vitória da Conquista – como de resto em todos os municípios Brasil afora – são marcados geralmente por intensos debates e episódios que nem sempre devem ou podem vir à luz. Mesmo em circunstâncias como as atuais, em que os vereadores governistas esbanjam maioria, as costuras nunca são automáticas, muito menos harmoniosas. O vereador Hermínio Oliveira, do Solidariedade, é o provável futuro presidente da mesa para o biênio 2017-2018.

Prudente, apesar de ungido por meio de votação de sua bancada, mediada pelo prefeito eleitor Herzem Gusmão, Hermínio correu trecho em busca dos votos necessários à sua eleição, encontrando abrigo no colo do PCdoB, partido com o qual sempre manteve estreita relação, inclusive fazendo campanha para então candidato a deputado Fabrício Falcão nas eleições de 2014. Os futuros vereadores Danilo Kiribamba e Nildma Ribeiro já asseguraram o voto.

Ocorre que vereadores da base de oposição do futuro prefeito Herzem Gusmão, -à frente Fernando Jacaré, do PT, e Luciano Gomes, do PR – desprezados no processo de construção da chapa, estão angustiados ante a possibilidade de não serem convidados a compor a futura mesa. A gulodice da bancada de sustentação ao governo, ávida por assumir o controle político e administrativo da Câmara Municipal, já havia decidido pela lógica do “tudo nosso nada deles” logo que divulgado o resultado do primeiro turno das eleições municipais. Mais que isso, o “depois de nós é nós de novo” também já havia virado lei.

Assim, ficou pactuado Hermínio como candidato único, tendo o vereador eleito Gilmar Ferraz (PMDB) como candidato a primeiro-secretario e o pastor Sidnei Oliveira (PRB) como primeiro ou segundo vice-presidente. Um documento – Carta de Compromisso –em nome da unidade foi subscrito pelos onze vereadores, ficando praticamente selada a vitória de Hermínio Oliveira, já que os governistas detém maioria. Restam apenas duas vagas na mesa, uma das quais, por óbvio, já foi entregue ao PCdoB. Ter direito a abocanhar esta última vaga é o que está movimentando os que foram desprezados.

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