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Vitória da Conquista | 26 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 02/01/2017 - 00h00
Em discurso, Herzem realça importância de antigos gestores de Vitória da Conquista.

O Centro de Convenções Divaldo Franco, localizado no alto da Avenida Rosa Cruz, ficou lotado para o ato de posso do prefeito Herzem Gusmão, do PMDB, ovacionado pela maioria das pessoas presentes desde a chegada ao local onde também nomearia oficialmente seu secretariado, doze no total, alguns acumulando mais de uma pasta. O ato formal de posse foi dirigido pelo recém-eleito presidente da Câmara de Vereadores, Hermínio Oliveira, do Partido Solidariedade.

Radialista de profissão, íntimo dos microfones, Herzem Gusmão discursou de improviso e arrancou aplausos da plateia em várias oportunidades, especialmente quando afirmou que não governaria Vitória da Conquista “olhando para trás”, mas com os olhos fincados no presente e no futuro. Comprometeu-se em não fundar seu discurso político no revanchismo e argumentou que sua postura será no sentido de alterar a forma de relação entre o prefeito e a sociedade. “Não serei um prefeito de gabinete”, afirmou.

Herzem disse que vai governar inspirado na conduta dos vários prefeitos anteriores às administrações petistas que, segundo ele, frequentavam as feiras livres e conversavam com as pessoas. Lembrou de Jadiel Matos, Gerson Sales, Murilo Mármore e José Pedral Sampaio que mantinham uma relação próxima com a comunidade, visitando periodicamente os bairros e a zona rural. Herzem dedicou parte significativa de seu discurso à história política de Vitória da Conquista, realçando a importância dos vários prefeitos que governaram a cidade e demonstrando reconhecimento pela contribuição de cada um deles para o desenvolvimento local.

Um assessor próximo do prefeito afirmou a este Diário que, ao assumir um discurso de valorização das gestões anteriores ao governo petista, o novo prefeito pretendeu mesmo romper com um discurso do grupo político que governou a cidade nos últimos vinte anos e que não reconhecia nenhuma benfeitoria digna de nota antes do governo petista. Segundo ele, inclusive a nomeação do ex-prefeito Murilo Mármore para a procuradoria-geral integra o acervo de iniciativas de Herzem Gusmão para recontar a história política local “e mostrar que Vitória da Conquista teve prefeitos realizadores, mesmo quando as condições eram muito menos favoráveis”.

Crítico mordaz do que considera ser um “governo fechado”, Herzem Gusmão afirmou que não haverá relação de animosidade com a Câmara Municipal, por exemplo, e que cumprirá todas as emendas apresentas pelos vereadores ao orçamento municipal – uma informação que apazigua os ânimos entre legislativo e executivo já que a queixa principal dos vereadores com o ex-prefeito Guilherme Menezes era justamente o cumprimento seletivo de emendas, ou seja, a realização de obras apenas de seus apaniguados. Herzem elencou algumas palavras que devem nortear seu governo, como eficiência, controle, transparência, planejamento, diálogo e comunicação, e ressaltou que buscará adotar um conjunto de políticas públicas capazes de assegurar o acesso das pessoas às oportunidades.

O prefeito aproveitou para mandar um recado aos servidores municipais no que tange à forma como quer que o público seja tratado. Segundo ele, seu governo vai buscar meios para melhorar ao máximo o atendimento à população e que não é aceitável que um cidadão não receba tratamento adequado nos órgãos públicos municipais. “Às vezes, o atendente sequer olha nos olhos das pessoas”, argumentou para reafirmar seu compromisso com um “governo de paz”.

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