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Vitória da Conquista | 10 de Dezembro de 2018
Por Fabio Sena | 02/01/2017 - 01h33
Para adentrarem a Prefeitura, tiveram objetivamente que aguardar Herzem Gusmão assumir de fato o governo.

Causou revolta e tumulto a estranha ordem emanada do gabinete do ex-prefeito Guilherme Menezes de limitar a entrada de populares à cerimônia de transmissão de cargo, historicamente realizada no pátio da Prefeitura Municipal e aberta ao público irrestritamente. Os seguranças que guardavam as portas da sede do governo detinham uma lista informaram a este Diário que a orientação era de só permitir a entrada de 90 pessoas, 45 ligadas ao prefeito Herzem Gusmão e outras 45 vinculadas ao antigo governo. Os nomes constavam da lista em posse dos guardas.

Convidados pelo cerimonial do prefeito Herzem Gusmão durante a cerimônia de posso no Centro de Convenções Divaldo Franco a comparecem à transmissão, populares simpatizantes do novo governo se concentraram na Praça Joaquim Correia e ficaram bastante indignados ao serem informados da ordem de proibir a entrada. O tumulto foi generalizado e houve empurra-empurra, além de xingamentos impublicáveis. A confusão foi tamanha que mesmo os novos secretários municipais enfrentaram dificuldades para adentrarem o recinto para assistir o ato de transmissão de cargo.

Somente depois de muito empurra-empurra, bate-bocas e de ameaças de invasão do prédio público é que – por ordem já do novo governo municipal – as portas foram abertas e os populares puderam ocupas as galerias, entoando palavras de ordem e cantando o refrão do jingle do então candidato a prefeito Herzem Gusmão. Quando os populares chegaram, no entanto, o ex-prefeito já havia deixado o local. Um assessor direto do ex-prefeito esclareceu ao Diário que o objetivo foi assegurar uma cerimônia tranquila, sem nenhum tipo de conflito. “Foi a melhor forma de fazer a transmissão. Pode ter certeza”, afirmou.

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