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Vitória da Conquista | 18 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 03/01/2017 - 12h31
Prefeito quase diz que problema está em quem lê, não em quem escreveu.

O prefeito de Guanambi, Jairo Magalhães (PSB), autor da façanha de editar decreto “cancelando”, em o nome de Jesus, “todos os pactos realizados com qualquer outro deus ou entidades espirituais”, e depois de afirmar que sua palavra “é irrevogável”, está fazendo verdadeiros malabarismos verbais para contornar a repercussão negativa de seu devaneio religioso. Em entrevista ao portal Aratu Online, admitiu-se “defensor” do Estado Laico e contrário a qualquer tipo de intolerância religiosa. “Quando uma pessoa chega para mim, não quero saber qual é a sua religião, porque valorizo [elas] pelos seus atos”, afirmou.

Em seu decreto, publicado no Diário Oficial do Município, o prefeito declara que a cidade pertence a Deus e cancelou, “em nome de Jesus, todos os pactos realizados com qualquer outro Deus ou entidades espirituais”. Mas ele argumenta que as ditas forças espirituais seriam, na verdade, forças terrenas, e que não há referências a pessoas ou doutrinas religiosas. As “forças espirituais do mal” seriam tudo aquilo que não é bom para a cidade. “Corrupção, violência e desrespeito aos direitos das crianças. Isso envolve tudo e todos que não são bem intencionados”, relatou o prefeito.

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