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Vitória da Conquista | 10 de Dezembro de 2018
Por Fabio Sena | 14/01/2017 - 23h46
De acordo com Josias Gomes, o governador não fez imposições.

Tribuna da Bahia

Mesmo garantindo que se mantém imparcial na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rui Costa sugeriu aos candidatos que, caso não chegassem a um consenso, poderiam lançar mão de uma prévia entre os aliados.A informação foi confirmada pelo secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, e pelo deputado Ângelo Coronel (PSD), que pleiteia o posto de Marcelo Nilo (PSL). “Rui levantou essa ideia de prévia em uma das reuniões, e eu refutei, assim como Luiz Augusto, porque uma prévia é uma coisa de convenção partidária, e não de eleição de poder”, argumentou. “São 63 membros, a prévia só seria benéfica ao deputado Marcelo porque ele tem um grupo de deputados, inclusive o PT e o PCdoB, que já externou apoio a ele.

Em um colégio com 42 membros, dos quais 15 já decidiram o voto, não vi necessidade de participar desse certame”, prosseguiu.Comenta-se nos bastidores que Nilo teria se aproveitado da sugestão de Rui para pressionar a oposição a declarar apoio a ele o mais rápido possível, sob a ameaça de ficar de fora dos espaços da Casa, como a mesa diretora e as comissões. “Acho que, faltando 15 dias para as eleições, não carece de fazer prévia.Os candidatos devem continuar afunilando e vencer o que tiver mais apoio. Da mesma forma que Marcelo está tentando os votos da oposição para ser vitorioso, estou fazendo o mesmo”, declarou Coronel.

“Evidentemente, essa vitória será do Parlamento, que está decidindo o próximo biênio de forma democrática e sem interferências internas, e onde o relacionamento pessoal está acima das siglas partidárias”, acrescentou.O pessedista disse ainda que ficou surpreso pelo fato de Nilo ter ligado para os deputados “em nome do governador convidando para uma prévia que iria desaguar na escolha de um candidato único. Por que Nilo está ligando se passando pelo governador para que se realize essa prévia? É uma carta na manga para pressionar a oposição? É uma prática incomum e antidemocrática, característica dos desesperados”, disparou.

De acordo com Josias Gomes, o governador não fez imposições.“Os candidatos estarão à vontade. Os tempos são outros, cabe a eles a aceitar ou não. Só não falamos com Luiz Augusto ainda, porque ele foi à formatura de um filho. Não pressupõe retorno. Estamos conversando com todos e temos dito a importância de ter a base do governo unida”, declarou, acrescentando que não acredita em uma fissura na base. “São muito poucas as disputas, Marcelo sempre conseguiu juntar a base, nunca tivemos esse problema, e não teremos agora. Essa disputa é salutar na Casa”, assinalou.

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