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Vitória da Conquista | 15 de Agosto de 2020
Por Fabio Sena | 17/01/2017 - 10h47
O PT também pode embarcar na candidatura de André Figueiredo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval para o PT na Câmara negociar cargos na Mesa Diretora em troca de apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara. Segundo interlocutores, Lula considera que o mais importante no momento é o partido não ficar de fora do comando da Casa nos próximos dois anos, como ocorreu na eleição do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2015, quando a sigla lançou Arlindo Chinaglia (PT-SP) e acabou sem nenhum cargo. Mesmo com parte da bancada rechaçando a possibilidade de apoiar Maia ou Jovair Arantes (PTB-GO), parlamentares que votaram à favor do impeachment de Dilma Rousseff, o novo líder do PT Carlos Zarattini (SP) vem defendendo publicamente que a bancada apoie o candidato que se dispuser a respeitar o princípio da proporcionalidade. Pela regra, o PT – com uma bancada de 57 deputados, a segunda maior da Câmara – tem direito a integrar a Mesa Diretora.

Só a criação de um bloco com vários partidos pode inviabilizar a participação do partido no comando da Casa. Neste caso, o PT pode embarcar na candidatura de André Figueiredo (PDT-CE), que foi ministro no governo Dilma Rousseff e votou contra o impeachment. Nas primeiras conversas com os candidatos, os petistas enfatizaram que gostariam de ficar com a Primeira-Secretaria, órgão responsável pela administração da Câmara. O posto já vem sendo pleiteado por outros partidos, como PR e PP, que também negociam espaço com Maia. Como não quer ficar fora da Mesa Diretora, os petistas sinalizam que dependendo da proposta, podem ceder. Maia quer conversar com Lula para pedir que o ex-presidente interceda a seu favor. De acordo com interlocutores do deputado do DEM, ele vai propor um “acordo de cavalheiros” a Lula em troca do apoio do PT a sua reeleição. Além da Segunda-Secretaria, Maia irá prometer compensar a sigla na divisão das comissões especiais da Câmara e reforçar o posicionamento de “não perseguir” os petistas durante os trabalhos na Casa. Ele também vai procurar governadores do PT nos próximos dias.

Estadão Conteúdo.

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