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Vitória da Conquista | 04 de Agosto de 2020
Por Maurício Sena | 18/01/2017 - 19h46

O presidente dos EUA, Barack Obama, citou em sua última coletiva de imprensa antes do fim de seu mandato o avanço dos direitos dos homossexuais e outras minorias sexuais como a coisa de que mais tinha orgulho durante seu mandato. “E não acredito que sejam coisas que se revertam. As gerações mais jovens conquistaram isso”, afirmou. Obama deixou claro que não se calará depois de deixar o cargo na sexta-feira, e prometeu se manifestar sempre que sentir que os “valores fundamentais” da América forem ameaçados. Ele afirmou que certas questões seriam suficientes para tirá-lo da aposentadoria e trazê-lo de volta ao cenário político.

“Existe uma diferença entre o funcionamento normal da política e certos temas ou certos momentos em que acho que nossos valores fundamentais podem estar em jogo”, disse, “Incluo nesta categoria qualquer forma de discriminação sistemática sendo ratificada de alguma forma, qualquer obstáculo explícito ou funcional para que as pessoas não votem”, seguiu o presidente democrata. “Incluo nesta categoria os esforços institucionais para silenciar a dissidência ou a imprensa.”

Obama destacou que não irá se “candidatar a um cargo político”. “O que disse que é importante descansar um tempo para processar esse período incrível que passei. Agora vou aproveitar com minha família, vou fazer 25 anos de casado e espero que Michelle me aguente mais. Quero ficar um tempo quieto, sem ouvir tanto a minha voz”, ressaltou destacando que ainda quer “escrever bastante”.

O democrata justificou ainda sua decisão de comutar a pena do ex-soldado Chelsea Manning por vazar documentos militares para o site WikiLeaks, alegando que já cumpriu parte importante da pena –que era desproporcional.

“Sacode a poeira e segue”
Questionado sobre como foi ver as suas filhas reagirem à derrota de Hillary Clinton nas eleições de novembro do ano passado, o mandatário ressaltou o “orgulho” que tem das duas e que elas reagiram bem ao fato.

“Foi interessante foi ver como Malia e Sasha ficaram decepcionadas porque apoiaram Michelle durante a campanha e era o que nós acreditamos. Mas, o que também tentamos ensiná-las foi que a esperança existe e que o fim do mundo é apenas quando ocorre o fim do mundo. Aí você levanta, sacode a poeira e segue.

Nenhuma delas pretende seguir na carreira política e acho que a mãe delas também, mas sabem que precisam ser cidadãs ativas”, acrescentou. Ao receber a pergunta de que era o primeiro presidente negro do país, Obama afirmou que espera ver os EUA a ter “pessoas emergindo nos cargos políticos, sejam negros, de qualquer religião, judeus, hindus, se dermos chances a elas”.

Usando o exemplo dos Jogos Olímpicos no Brasil, Obama ressaltou que “nós vimos e demos o melhor nos Jogos Olímpicos do Brasil”. “E isso foi divertido porque sempre que você vê quem é o melhor em seu esporte, é divertido. Mas eles são de todas as formas, cores, e você olha para Simone Biles e Michael Phelps e eles são bem diferentes. Isso é o que nos marca”, ressaltou.

“O que me preocupa mesmo é a desigualdade porque eu acho que se nós não investirmos nas pessoas, não permitirmos que todos trabalhe, isso vai nos levar a uma separação ainda maior entre os norte-americanos”, revelou. (Nicholas Kamm/AFP)

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