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Vitória da Conquista | 26 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 24/01/2017 - 10h29
A ministra tomou a decisão na condição de plantonista do STF, dada a urgência do tema.

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, autorizou os juízes que trabalhavam com o ministro Teori Zavaski a dar continuidade aos trabalhos que já estavam previstos para esta semana. Segundo a assessoria de imprensa do STF, a decisão da ministra tem o objetivo de não atrasar o andamento dos processos relacionados à Operação Lava Jato. Teori, que era o relator da operação no Supremo, havia agendado para esta semana o depoimento de alguns dos executivos e ex-executivos da Odebrecht para homologar as delações premiadas. Com a sua morte, ocorrida na quinta-feira passada em um acidente de avião em Paraty (RJ), os trabalhos haviam sido paralisados.

A ministra tomou a decisão na condição de plantonista do STF, dada a urgência do tema, já que os ministros da suprema corte brasileira ainda estão em recesso. A assessoria de imprensa do STF não soube informar quantos depoimentos serão feitos esta semana, mas a previsão era de que 77 delações sejam homologadas.  Como relator da Lava Jato no STF, Teori se preparava para homologar até fevereiro as delações premiadas de 77 executivos da Odebrecht. Com a morte dele, há duvidas se esse prazo poderá ser cumprido. Entende-se por homologação as audiências feitas com os executivos para confirmar os depoimentos gravados em vídeo, sendo o último passo necessário para que o conteúdo da delação da Odebrecht seja válido e possa ser utilizado em investigações e processos da Lava Jato.

Especialistas acreditam que o atraso nelas resultariam em um efeito cascata: atrasaria outros acordos de delação premiada que estão sendo negociados com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato; e, até a ação que corre no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre as contas eleitorais de 2014 da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

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