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Vitória da Conquista | 10 de Dezembro de 2018
Por Fabio Sena | 30/01/2017 - 17h24
Heleusa Câmara e sua missão: dar voz e vez à literatura popular

Fábio Sena e Ezequiel Farias Sena

Enquanto fanáticos adoradores da Língua Portuguesa argumentam a superioridade da norma culta e desprezam as expressões literárias populares – para estes assassinas da última flor do lácio –, a professora Heleusa Figueira Câmara celebra a produção textual criativa e espontânea dos escritores e escritoras populares, seja no terreno da poesia, da narrativa, da memória ou da autobiografia. Não dominar o código linguístico formal jamais deveria ser empecilho ao sagrado direito de expressão, do falar, do contar, do dizer, do inventar, para preencher os espaços vazios da literatura, pensa a professora.

Heleusa Câmara tem 73 anos, mas jamais se refere ao passado como “no meu tempo”. Como para o sambista Wilson Batista, seu mundo é hoje. E é neste hoje que ela devota tempo e energia, não à própria literatura – farta e rica – mas à produção literária de um sem-número de pessoas que, sem ela, estariam irremediavelmente afastadas deste ambiente cujo critério de valor é a norma culta da linguagem, por isso mesmo, repleto de preconceitos. E é nesta missão civilizadora da originalidade da expressão popular contra o preconceito linguístico que Heleusa Câmara constituiu sua base de ação.

Graduada em Letras, doutora em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo, professora titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Heleusa é coordenadora municipal voluntária do Comitê Proler/UESB Vitória da Conquista, parte integrante do Programa Nacional de Incentivo à Leitura Proler, da Secretaria da Cidadania e Diversidade do Ministério da Cultura. Membro da Academia Conquistense de Letras e membro correspondente da Academia de Letras da Bahia, ela também é coordenadora e curadora voluntária do Núcleo Letras de Vida: escritas de si, que incentiva a escrita criativa e literária em presídios, e junto a trabalhadores rurais e prestadores de serviços informais.

Nesta entrevista exclusiva ao Diário Conquistense, Heleusa Câmara demonstra todo o potencial intelectual de uma mulher cuja literatura esteve sempre a serviço da transformação social – que o diga seu primeiro livro, Mulheres Acorrentadas, uma vigorosa manifestação de indignação contra a condição social das mulheres – e que, mesmo alcançando os mais altos níveis acadêmicos, teve audácia de materializar o que pensava o cordelista Antonio Vieira: “Os nomes dos poetas populares deveriam estar na boca do povo”. Eis a missão civilizatória de Heleusa: mostrar o luxo contido em cada página, em cada palavra escrita pelos escritores populares.

Abaixo, a longa e proveitosa conversa com a professora Heleusa Câmara:

FÁBIO SENA: Quem é Heleusa Câmara?
HELEUSA CÂMARA: Eu sou uma cidadã conquistense muito feliz de ter nascido aqui, neste sertão da Bahia, de ter aqui a história dos meus avós, bisavós por parte de pai, Ubaldino Gusmão Figueira. E sou um pouco mineira: a minha mãe, Maria Stela de Morais Figueira, vem, também, do interior de Minas Gerais, lá do Triângulo Mineiro, em Coromandel, e ela chega aqui em 1943/1944. Eu nasci nesta rua que se chamava Rua São Vicente e hoje é a Coronel Gugé, onde estava a CUP, que era uma casa de saúde, e ali meu pai tinha a Casa de Saúde Conquista, porque Ubaldino Gusmão Figueira era filho desta terra e amava Vitória da Conquista da mesma forma que eu também amo.

FÁBIO SENA: Professora. Nós temos vários estilos literários. Hoje a senhora diria que qual é o seu estilo?
HELEUSA: Bem, eu acho que nós somos muitos, ao longo da nossa vida, e digo isso porque já estou com 73 anos. Quando eu era adolescente, a gente era muito romântica e eu construí alguns poemas muito confessionais, bem açucarados, depois amorosos, bem leves; aos 30 anos eu comecei a refletir sobre a condição da mulher porque, como eu nasci em 1944, a gente conheceu um tipo de vida muito definido para o comportamento feminino. Nossas mulheres tinham que ter muito cuidado com a sua postura para não serem faladas, para não serem malvistas e nem censuradas. Era um rigor… Nós tínhamos um horário pra chegar em casa. Na minha casa, mesmo, a hora que as luzes dos postes acendiam era a hora de voltar pra casa; ninguém saía à noite, não era um costume bem-visto; as pessoas que fossem passear no jardim, à noite, ficavam sujeitas aos comentários mais desairosos.

FÁBIO SENA: Foi a partir desta reflexão sobre a condição da mulher que nasce esta literatura mais engajada, as Mulheres Acorrentadas…

HELEUSA: Nessa época, eu já tinha tido meus quatro filhos, que é quando eu completo 30 anos, que eu escrevi ‘Mulheres Acorrentadas’. É um livro que eu fui, assim, muito incentivada por Carlos Jehovah… Ele dizia: ‘Ai, Heleusa, você devia publicar os seus contos…’. Eu passei a fazer parte da Academia de Letras daqui de Vitória da Conquista, que eu sou membro-fundadora daquela entidade cultural, então meu primeiro livro foi publicado no Rio de Janeiro: “Mulheres Acorrentadas”. E eu faço uma releitura dele e vejo que são narrativas singelas, mas, ao mesmo tempo, elas questionam a liberdade tão cerceada que as mulheres tinham. Praticamente elas eram livres nas fantasias e nos sonhos.


FÁBIO SENA: Fato é que a sua produção literária ganhou volume.

HELEUSA: Mais tarde, quando eu já estava com os meus 40 anos, professora da universidade, eu fiz um livro experimental, que é uma novela, uma narrativa mais intimista, que é ‘Quarenta Graus de Outono’, onde a gente personifica animais, nas suas condições e nas suas estranhezas, e é um livro que eu gosto e que cada vez que eu releio aquele livro ele me parece estranho e diferente e eu fico a me perguntar como foi que saiu aquela narrativa. Quando eu passei para a academia e me tornei professora da universidade, eu tive que escrever de uma forma diferenciada, uma escrita entre normas, uma escrita que tinha que ser comprovada qualquer afirmação, eu não podia estar ali presente, embora estivesse, mas tinha que respaldar a minha escritura com as leituras e os estudos de outros autores. Mesmo assim, o meu livro “Além dos muros e das grades” – uma dissertação de Mestrado que foi premiada da PUC de São Paulo – … as pessoas que o leem acham que ele é uma dissertação entremeada de literatura. E a minha tese de doutorado, eu preciso até publicar, porque eu deixei passar, tive todas as oportunidades de publicá-la, mas, envolvida muito com a publicação acadêmica e com a construção de textos de prisioneiros e de trabalhadores rurais, que você praticamente reescreve ao lado deles o texto, pelas dificuldades que eles têm de expressar e, assim, fora da norma culta, que não é culta mais que se diz, da norma padrão. Aí eu quero ver se eu acho tempo para resgatar essa independência criativa de me tornar uma narradora, porque, com 73 anos, a gente já viu tanta coisa e a gente pode recortar aquilo de significativo, pelo menos pra gente mesma, alguma coisa que a gente considera belo.

FÁBIO SENA: Não devem faltar histórias a ser narradas.

HELEUSA: É verdade. Tem um caso que eu acho lindo, que hoje estava andando e pensando em contá-lo, de uma personagem até de ‘Mulheres Acorrentadas’: ela era uma mulher muito linda e ela, com o tempo, ela envelheceu e reencontra o admirador e, nesse reencontro, ele não a reconhece e diz pra ela: ‘você tem notícias de Santinha?’. Ela tomou aquele susto e não quis de jeito nenhum que ele soubesse que ela era e ela virou e disse pra ele: “Santinha morreu…”. E é maravilhoso, não é?


FÁBIO SENA: Maravilhoso!

HELEUSA: A gente tem, assim, alguns flashes que eu acho que preciso trabalhá-los e contá-los

FÁBIO SENA: Longe do academicismo…
HELEUSA: É! Exatamente! Então vamos ver se eu me disciplino, porque, apaixonada pelo Proler, por estes trabalhos, assim, que vão aparecendo, como a Semana de Museu e, mais tarde, a Primavera dos Museus, as exposições, as leituras de cartas… Meu Deus!

FÁBIO SENA: As cartas são fascinantes!

HELEUSA: E principalmente quando elas vão contar esse cotidiano aqui de Conquista e aí você vê que tantas batalhas, tantas lutas, tanto sofrimento, aquilo passou e apenas um texto escrito num papel amarelo…

FÁBIO SENA: Professora, a senhora fala do primeiro livro, por exemplo, que foi ‘Mulheres Acorrentadas’. Aparentemente a literatura cumpria uma função política, social: Quem escrevia estava manifestando uma indignação, pretendia alterar a realidade. Em que momento a literatura deixou de expressar esse sentimento de vanguarda? Quando foi que a literatura perdeu esse viés? Machado de Assis, Clarice Lispector… Todos eles tinham uma manifestação, que embora fosse da intimidade, tinha a ver com o cotidiano social. A senhora acha que perdeu, a literatura, esta função?

HELEUSA: Eu acho que… Olha, o Elias Canetti sempre comenta que nós temos um desejo imenso de encontrar o leitor ideal, que é aquele que vai compreender o nosso texto da maneira que a gente pensa que ele poderia ser visto, o que não tem nada a ver com as análises literárias que existem por aí. Eu não me esqueço que Drummond, uma vez, lá na casa do Plínio Doyle, ele falando que ficava com pena dos alunos cujos professores gesticulavam uma interpretação que ele nunca tinha pensado naquilo, que ele não tinha pensado. O Michel Foucault escreve um livro, que o Raymond Roussel leva mais de dois anos tentando decifrar aquela escrita totalmente diferente e essa escrita era tão diferente até para o próprio autor que o autor, o Raymond Roussel, escreve um livro: “Como Entender o Meu Livro”, eu achei isso incrível! Foucault demorou tanto, desesperado, porque ele saía construindo o seu texto com coisas que ele lia pela rua e ali ele dava continuidade; de repente, ele via outra coisa, copiava e era uma coisa muito difícil, como você ler o Fausto, não na versão do Goethe…

 

FÁBIO SENA: Você fala, professora, sobre trabalhar com uma literatura espontãnea, fora da norma-padrão, nesta sua odisseia do mestrado, por exemplo, e eu me lembro de Marcos Bagno, de seu livro pequenino mas de conteúdo tão intenso, o Preconceito Linguístico…
HELEUSA: Sei, Sei… Eu adoro todos os que comentam o preconceito linguístico, porque eu sou uma pessoa que tem trabalhado com essa literatura espontânea, essa literatura de pessoas, de trabalhadores rurais, de prisioneiros…, e eles escrevem da maneira que eles querem, que eles podem…

FÁBIO SENA: É como se fosse uma ata, né?

HELEUSA: Você pega o texto e não tem ponto, não tem vírgula, é um atrás do outro, mas, quando você lê em voz alta, você encontra toda a maneira de pontuar. É o primeiro trabalho que você tem que ter para pegar um texto desses, que não tem o formato tradicional, convencional: é ler em voz alta… Aí você vê o cordelista, você descobre o possível cordelista; você descobre uma narrativa delicada, como uma senhora que ela vai contar o dia, na casa dela, que a mãe lavava roupa: o cheiro da roupa lavada, aquele som do ferro de brasa passando numa roupa em que a mãe havia salpicado um pouco de água para tirar, assim, qualquer dobrinha e… nossa… é tão lindo!

FÁBIO SENA: Aí você vai ter que sentir aquilo lido em voz alta.

HELEUSA: Pra você ver a sinestesia toda ali, como é sinestésico, o texto dela! E as pessoas, às vezes, são tão preconceituosas que, quando olham e veem, acham que são garranchos, acham que tem muita coisa misturada e não percebe o que é um hypomnemata, aquelas palavras masculinas, que eram umas agendas gregas onde tinha um pouquinho de tudo e as pessoas, na hora que estavam cansadas ou pensativas, registravam alguma coisa, depois lembravam que tinham que comprar alguma coisa, alguns produtos e anotavam… As agendas são fascinantes. Eu tenho uma agenda de Rosieles Ramos Sales que era um prisioneiro que também dá um estudo e dá uma tese!

FÁBIO SENA: Quando José Saramago escreve ‘As Intermitências da Morte’, e ele abre mão de qualquer pontuação, um escritor incrível como está se contrapondo à ordem, a esta lógica, não é?
HELEUSA: Com certeza…! E Monteiro Lobato que, em 1905, aboliu todos os acentos. Eu adoro! Ele antecipa a reforma ortográfica de 45. Ele tem uma publicação, que ele foi dono da editora ‘Melhoramentos’, e então ele conseguiu publicar o livro todo sem acento, ele se determinou… É um barato! Inclusive aquele, ‘O Colocador de Pronomes’, que eu acho um dos contos mais fantásticos de Monteiro Lobato, criticando este culto linguístico desesperado das pessoas, que acham que quem não escrever dentro das normas e das regras assassina a ‘Antiga Flor do Lácio”. E a antiga Flor do Lácio veio do latim vulgar, dos soldados que chegaram na Península Ibérica, não era o latim de ouro de Cícero.

FÁBIO SENA: Curioso porque o próprio Monteiro se insurge contra a liberalidade linguística da Semana de Arte Moderna de 22.
HELEUSA: É, porque ele escreve “Paranóia ou Mistificação, sobre a Exposição de Anita Malfatti:, mas depois ele volta e ele faz uma revisão… Logo ele, que era um destruidor de mitos e de coisas, né? Mas eu amo Monteiro Lobato e sou apaixonada.

FÁBIO SENA: Professora, qual seria  a solução, já que a gente tem que manter uma norma-padrão, e temos essa literatura que a gente vai chamar de uma “literatura espontânea”. Uma pessoa como a senhora, portanto, seria a melhor emissária para mediar entre esta espontaneidade e a linguagem padrão. Quantas Heleusas nós precisaríamos ter no mundo pra tá fazendo isso?
HELEUSA: Imagina! Eu acho que a escola deveria ter um tempo maior para os professores – para o professor de redação –, para que ele pudesse ter tempo de ler mesmo os livros, as redações, pra que ele trabalhasse com os alunos e dar a eles uma aula em que cada aluno vai ler o que escreveu sem nota, sem nenhum julgamento, só quem quisesse, com liberdade da pessoa dizer ali, sem essa preocupação linguística; porque, veja só, arrancar de dentro de si aquilo que você tem vontade de compartilhar, mas você não tem o domínio de linguística, você teme a crítica… Escrever é você se por a nu; pelas criticas que vão aparecendo, se aquilo já foi dito, se a pessoa não tem mesmo as condições de ser inventivo, de uma recriação… Aí a censura é muito grande. Agora eu penso assim: meu Deus, colocar dentro da norma-padrão as pessoas que não frequentaram a escola; não precisa ter sido o melhor aluno, não precisa saber todas as regras gramaticais. A gente pode perfeitamente fazer uma correção, agora é o ousar dizer, não ter medo da interdição aos discursos… Foucault fala muito sobre quem é autorizado a falar. E também por esse elitismo, esse purismo exacerbado, exagerado, né? Eu acho que nós temos que repensar, para que a gente não tenha tanto medo de dizer o que sente.

FÁBIO SENA: A professora já investiu algum tempo para fazer alguma comparação entre a literatura brasileira e a literatura latino-americana, a de língua espanhola? Você acha que tem algum tipo de comparação quanto à qualidade, à força literária? Por que é que eles conseguem, por exemplo, ter prêmio Nobel de Literatura…?
HELEUSA: Olha, eu acho que ainda é muito uma questão de preconceito. Aleilton Fonseca foi um professor, aqui em Vitória da Conquista, um amigo que a gente quer muito bem, ele conseguiu até um espaço de publicação no Rio de Janeiro, mas ele disse que é um absurdo. Ele fala: ‘mas eu vendi os meus livros!’, e aí eles falam: ‘fulano é um escritor baiano ou nordestino…’ Você não fica falando: fulano é um escritor paulista, ou: fulano é um escritor carioca…

FÁBIO SENA: É um escritor!
HELEUSA: É um escritor. Exatamente. Agora, quando ele é daqui do Nordeste, ele é um escritor baiano, é um escritor pernambucano… E as dificuldades com as editoras… Aí o Roger Chartier escreveu, assim como Foucault escreveu a Ordem do Discurso, o Chartier escreveu a Ordem dos Livros, e aí é chocante, porque pra você editar um livro, pra você ter chance, você tem que contar com a distribuidora, com a gráfica, com as livrarias, as amizades, meu Deus… É uma rede, que que determinadas pessoas conseguem e outras não, independente do valor literário que tenham.

FÁBIO SENA: Ou seja, a qualidade literária nem sempre entra no jogo.
HELEUSA: De jeito nenhum! De jeito nenhum! E eu estou dizendo isso porque a gente vê que tem tanta dificuldade em editar um livro, em reeditar um livro, como o Aleilton, ele vem até fazer uma palestra por aqui e a gente gostaria que você até pensasse num encontro com ele para discutir isso que ele tem, nesses últimos dias, vivenciado.

FÁBIO SENA: Eu aprecio gosto muito da literatura dele! Um escritor seríssimo!
HELEUSA: E pedir para ele comentar, narrar o que é que está acontecendo que ele é visto só como o autor baiano, o escritor baiano, e porque que as editoras não querem reeditar o livro que publicaram, se o livro foi todo vendido e está esgotado!

FÁBIO SENA: Sabemos que não  há uma justificativa plausível para isso… Mas, professora, pra concluir: o que é que a senhora tem lido, o que é que a senhora mais lê e qual é o seu autor ou sua autora preferida, que você guarda no coração?
HELEUSA: Eu acho que nós somos muitos em nossa vida, não é? Aí a gente tem os livros prediletos do passado; os livros que Humberto Eco sempre fala, os que você guarda pra releitura. Eu, hoje, às vezes pego um livro pra dizer por que este livro me encantou… Por exemplo, o Mário Donato, que escreveu ‘Presença de Anita’ e foi um livro que eu fiquei de castigo um tempão (risos) … que eu devia ter assim uns 13 anos quando eu li e minha mãe tinha escrito: “este livro é para minha filha ler quando ela tiver dezoito anos”. Aí, eu li antes e botei, assim, eu pus debaixo do meu colchão e era… Anita era uma ninfeta que era seduzida por um quarentão… E quarentão, antes, já era um velho. Aí minha mãe ficou horrorizada. E eu fui reler Mário Donato, que pra mim tinha sido assim… que estava subvertendo a ordem da minha casa, era um livro indecente… E aí a gente vê que ele é um livro tão mais leve que a novela das sete.

Fábio: Mas a professora tá lendo o que, recentemente?
HELEUSA: Bem, eu estou muito na fase da releitura e dos livros dos autores que estão, assim, no meu pé para sair os livros. O que vai sair agora é o do Jonatan, ele está aprisionado no Conjunto Penal de Jequié e aí eu tenho esse livro e eu tenho fé em Deus que este ano eu tenho que apresentar este livro e eu tenho outro compromisso, que é o do Davi Leão… São alguns autores outsides daqui… O Davi ele escreveu ‘A base’, onde ele conta as brincadeiras dele naquela construção de Murilo (Mármore), do Glauber, como eles iam para ali. Bem interessante! Ele morava, nesta época, no Aparecida … Eu estou cheia de livros… Tem o Fugida do Inferno, de Hélio Alves Teixeira, que é um barato: quando ele vai para São Paulo e a experiência de vida dele como morando lá na Praça da Sé e praticando pequenos furtos… Ele narra tudo e eu tenho que dar continuidade, então estou um pouco afastada, porque eu estou mergulhada e eu já estou velha e tenho que terminar esses livros, que é um sonho na vida deles.

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