A mídia da cidadania
Vitória da Conquista | 16 de Novembro de 2018
Por Fabio Sena | 30/01/2017 - 17h01
Se tiver que tomar o corticóide, avise o médico que está tratando do seu diabetes.

Comportamento que deve ser evitado sempre por todas as pessoas, a automedicação para os diabéticos é um risco bem maior. Muitas vezes, por outros problemas de saúde, há necessidade de tomar remédios (antiinflamatórios, antitérmicos, antibióticos, etc.). Ao ser atendido, o paciente com diabetes deve sempre passar essa informação para o médico. Essa orientação integra o Manuel Diabetes – que Fazer em Situações Especiais, do Dr. Walter J. Minicucci, endocrinologista, e médico assistente de Endocrinologia e Metabolismo da Unicamp (São Paulo), que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) está divulgando para ampliar os conhecimentos dos diabéticos no Verão, tempo de mais viagens, férias e mudança de rotina.

É muito importante pedir instruções de como proceder para controlar o seu diabetes, se for tomar medicamentos que possam aumentar a sua glicemia, como corticóides, por exemplo. Corticóides podem aumentar muito a glicemia e devem ser tomados com acompanhamento médico e medidas frequentes de glicemia, após o início do tratamento. Corticóides injetáveis de ação prolongada podem causar aumento importante da glicemia, que se mantém por vários dias.

Os anti-inflamatórios devem ser usados com cuidado e somente sob orientação médica, em pessoas com diabetes e insuficiência renal. Devem ser evitados, sempre que possível. Pessoas com diabetes podem tomar antitérmicos, antigripais e analgésicos, se necessários, a não ser que tenham problemas de alergia ou reações a esses medicamentos.

Todas as pessoas podem precisar usar corticóides, em comprimidos ou injetáveis, em algum momento de suas vidas, por apresentarem infecções importantes, quadros alérgicos, doenças de pele, doenças reumáticas, ortopédicas, auto-imunes ou em casos de transplante de órgãos. Em alguns casos de infecções, o corticóide pode ser usado junto com antibióticos. Apesar do tratamento com corticóide ser muitas vezes fundamental, o seu uso pode descompensar seriamente o diabetes, principalmente no caso de corticóides injetáveis, de ação prolongada, cujo efeito sobre a glicemia pode se estender por mais de duas a três semanas. O que fazer Avise o médico sobre sua condição de pessoa com diabetes.

O tratamento sem o uso do corticóide, caso possível, será melhor para manter o diabetes controlado. Sendo necessário o seu uso, o corticóide em comprimidos (que tem ação mais curta) é preferível. Quando o uso deste tipo de medicamento é fundamental, ele não deve deixar de ser tomado. Meça as taxas de glicemia antes e após iniciar o tratamento com corticóide. Meça no mínimo duas vezes ao dia, aumentando o número de medidas, se você tem seu diabetes muito descontrolado, se é uma pessoa com diabetes do tipo 1 e se os níveis de glicose aumentarem.

Como fazer: Se tiver que tomar o corticóide, avise o médico que está tratando do seu diabetes. Se não tiver um médico que seja encontrado logo, vá até um serviço de pronto-atendimento ou a um posto de saúde, para ajustar a medicação para o diabetes. Pessoas com diabetes em uso de insulina deverão aumentar as doses da insulina assim que as taxas de glicemia começarem a subir. As pessoas com diabetes que usam comprimidos também precisarão aumentar as dosagens de comprimidos ou mesmo passar a usar insulina, na maior parte das vezes por pouco tempo, e depois retornar só à medicação oral. Quando o tratamento é feito com corticóides em comprimidos ou com corticóides injetáveis, de início rápido de ação, as taxas de glicose começam a subir quase ao mesmo tempo do início do tratamento. Quando se toma corticóide injetável, de longa duração, geralmente o início do aumento da glicemia demora alguns dias. Atenção: o manejo desta situação deve sempre ser feito por um médico. Nunca faça estas alterações na medicação por sua conta.

- Deixe seu comentário -