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Vitória da Conquista | 16 de Julho de 2020
Por Maurício Sena | 06/02/2017 - 13h08
Massinha: "Só quero que prefeito me dê a rua, só isso. O resto é conosco",

A micareta de Vitória da Conquista, nascida no final em 1989, foi durante duas décadas a principal agenda do calendário festivo regional, e que atraía um imenso público de outras regiões e estados, sendo palco das melhores atrações do circuito musical que à época reinava absoluto, o Axé Music. Pela Miconquista passavam pela avenida celebridades como Chiclete com Banana, Margareth Menezes, Luiz Caldas, Timbalada, Asa de Águia, Netinho e mais uma diversidade de músicos e artistas de renome, além das atrações locais, bancadas pela Prefeitura Municipal.

Foi um período de ouro, quando a cidade protagonizou a cena do carnaval fora de época na Bahia e no Brasil, chegando a possuir em uma de duas edições catorze blocos, sendo eles Massicas, Toa-Toa, Esecutivos – com “s” mesmo, Fascinação, Xamego, Beijo, Bebê, Epabrincar, Ticronays, dentre outros) e treze trios elétricos, como Tiet Vips, Eva, Espacial de Dodô e Osmar, Tapajós, Pierre, Cofarma e Realce.

Na festa, com o passar dos tempos, os ritmos foram se misturando, e em vários pontos da avenida foram distribuídos palcos para gêneros como o forró, o rock and roll, eletrônica, marchinhas, fazendo valer a diversidade musical, gerando mais opções para quem pensava em curtir a festa.

Em 2008, seu último e melancólico suspiro, quando ganhou formato totalmente diferente do circuito habitual, ficando estática no Parque de Exposições, o que era o prenúncio do fim, como de fato ficou estabelecido.

O retorno

Não exatamente com as características dos primeiros anos, mas firme na opinião de que seria uma oportunidade de oxigenar a economia local, Pedro Alexandre Massinha é o grande entusiasta do retorno da festa, já em 2017, possivelmente em abril. Para tanto, o promotor de eventos vem dialogando com setores da sociedade, e mais especificamente com a atual gestão municipal, aparentemente mais simpática ao retorno da festa, porém, garantido apoio meramente infraestrutural.

Segundo Massinha, em entrevista ao Diário Conquistense, a micareta teria o caráter de festa democrática e plural, “onde o governo apoia se quiser, é parceiro se quiser, mas que não pode ignorar”, afirma. “Como sempre, não quero verba do governo, só preciso trabalhar em harmonia com ele. Quem contrata o artista, o trio, a segurança a mídia, sou eu. Eu vendo o abadá, O cliente compra se puder ou quiser. Nós propiciamos a lotação dos hotéis, bares, restaurantes, feiras, etc.. As lojas vendem, as cervejarias, os supermercados, os salões, os evangélicos estabelecidos no comércio nāo deixam de vender os tênis e shorts, calçar e vestir a turma da folia”, prevê.

Em desabafo Massinha lembra:”A Miconquista deixou de existir porque eu, o seu principal artífice, ganhava dinheiro. Massinha, na Micareta só vc ganha dinheiro”, afirma, garantindo: “foi isso que ouvi de um cacique do PT, fora o trabalho coletivo que eles fizeram pra esvaziar a festa”.

Sobre o retorno da festa quase 10 anos depois da última edição, em 2008, Pedro Alexandre Massinha diz que será uma festa com grande participações, com formato novo, com atrações diversas e do poder público só pede apoio na infra estrutura: “Só quero que prefeito me dê a rua, só isso. O resto é conosco”, concluiu.

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