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Vitória da Conquista | 14 de Novembro de 2018
Por Fabio Sena | 08/02/2017 - 19h53
Somente em 2016, 65.831 casos prováveis de dengue foram notificados na Bahia

A Bahiafarma é o primeiro laboratório público do país a poder produzir e comercializar testes-rápidos de diagnóstico da dengue, zika vírus e febre chikungunya, transmitidas pelo mosquito aedes aegypti. A licença para a produção e distribuição dos dispositivos que detectam a dengue – a única que faltava – foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira (6). Embora ainda não tenha iniciado a produção do dispositivo, a Bahiafarma tem capacidade de produzir cerca de 500 mil testes-rápidos ao mês. Eles podem acabar com as dúvidas do cidadão em relação ao próprio quadro de saúde e, consequentemente, possibilitar tratamento imediato para quem tiver constatada a infecção pela doença. Somente em 2016, 65.831 casos prováveis de dengue foram notificados na Bahia, representando uma incidência de 433 casos a cada 100 mil habitantes.

“Nós trabalhamos no desenvolvimento de produtos ligados aos testes-rápidos. No primeiro momento, [com foco nas doenças] arboviroses. Analiso que fomos bem-sucedidos, porque conseguimos os registros do zika, chikungunya e vamos poder fazer também os testes da dengue. Agora somos um laboratório que tem o portfólio completo. Isso formata a possibilidade de termos a Bahiafarma como polo indutor do desenvolvimento neste eixo econômico do estado”, ressalta o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias.

Os registros obtidos pelo laboratório baiano são referentes a dois tipos de testes rápidos para diagnóstico da dengue. Um deles detecta anticorpos produzidos por organismos infectados, o Dengue IgG / IgM, e o outro reage com o antígeno NS1, o Dengue NS1. Desenvolvidos em parceria com o laboratório sul-coreano GenBody, os dispositivos funcionam com uma pequena quantidade tanto de sangue quanto de soro ou plasma sanguíneo e fornecem os resultados em até 20 minutos.

“Os procedimentos são simples, mas devem ser realizados apenas por profissionais de saúde. A gente abre o teste, adiciona cinco mililitros de soro de sangue no poço menor do dispositivo e adiciona três gotas da solução tampão no poço maior, para que as substâncias se misturem. O resultado é observado através das linhas que aparecem no teste. Por elas, é possível saber se a pessoa tem ou teve dengue”, explica Paloma Orrico, enfermeira da Bahiafarma.

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