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Vitória da Conquista | 14 de Novembro de 2018
Por Fabio Sena | 20/02/2017 - 08h28
Em julho de 2015, na Operação Politéiaa PF fez buscas na Casa da Dinda.

Ao decretar o arquivamento da investigação contra o senador Fernando Collor (PTC/AL) – acolhendo manifestação da Procuradoria-Geral da República -, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a remessa para o juiz Sérgio Moro da parte do inquérito 4250 que mira em investigados não detentores de foro privilegiado perante a Corte máxima. A ‘sobra’ do inquérito aberto na Operação Politéia – deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2015 – para investigar suposto envolvimento de Collor em esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Petrobrás Distribuidora S/A. vai ser enviada para a 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base de Moro e da Lava Jato. Em julho de 2015, na Operação Politéia – a primeira deflagrada no âmbito dos inquéritos abertos pelo Supremo para apurar suposto envolvimento de políticos com foro privilegiado no esquema de desvios de dinheiro na Petrobrás -, a PF fez buscas na Casa da Dinda, residência do ex-presidente Collor em Brasília, e apreendeu veículos de luxo.

Politéia, em grego, faz referência ao livro ‘A República’, de Platão, que descreve uma ‘cidade perfeita’, na qual a ética prevalece sobre a corrupção. Na ocasião, os agentes federais também dizeram buscas em endereços de dois ex-diretores da BR Distribuidora, no Rio, Luiz Cláudio Caseira Sanches e José Zonis – ambos foram indicados aos cargos por Collor. Sanches ocupou a Diretoria da Rede de Postos de Serviços e Zonis, a Diretoria de Operações de Logística da BR. Eles negam a prática de ilícitos. Nesta sexta-feira, 17, como informou o site do Supremo, ministro Fachin arquivou a parte da apuração relativa a Collor. A decisão foi amparada em pedido do procurador-geral Rodrigo Janot, segundo o qual ‘não existem elementos probatórios mínimos para o prosseguimento da investigação’. De acordo com Janot, ‘não foram levantados elementos suficientes para fundamentar a continuidade do inquérito e a consequente propositura de ação penal’. “Seria temerário o oferecimento de uma denúncia com base apenas em declarações de um colaborador, principalmente em hipóteses como a dos autos, em que os elementos de prova reunidos parecem infirmar as genéricas palavras de tal agente”, ponderou o procurador-geral da República.

Estadão

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