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Vitória da Conquista | 08 de Agosto de 2020
Por Maurício Sena | 02/03/2017 - 11h39
Somente os portadores de diabetes tipo 1, dependentes regulares de insulina, representam hoje um universo de 600 mil brasileiros

Jairo Costa Junior (Correio24h)

A Bahiafarma recebeu sinal verde do Ministério da Saúde para quebrar o monopólio das companhias estrangeiras sobre a venda de insulina destinada aos portadores de diabetes atendidos pelo SUS. Às vésperas do Carnaval, o ministro Ricardo Barros autorizou o laboratório farmacêutico do governo estadual a firmar Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP) com a empresa ucraniana Indar, voltada à fabricação no Brasil de insulina de origem animal e dos chamados análogos, criados através de engenharia genética. A PDP, que obriga a Indar a transferir para a Bahiafarma a cadeia tecnológica usada na produção, é o primeiro passo para resolver as constantes faltas de insulina nas unidades públicas de saúde em todo território nacional, um dos mais graves problemas enfrentados atualmente pelo SUS. Somente os portadores de diabetes tipo 1, dependentes regulares de insulina, representam hoje um universo de 600 mil brasileiros, volta e meia prejudicados pelas crises no abastecimento.

Chega pra lá
A decisão do ministro da Saúde põe fim ao atraso nos projetos para produção de insulina que estavam concentrados na Fiocruz desde 2013. “A demora da Fiocruz nos fez entrar no jogo. Estávamos desde o início de novembro do ano passado em negociações como ministério, ansioso para romper, o mais rápido possível, esse domínio das multinacionais sobre a comercialização de insulina e análogos para o Brasil, algo extramente prejudicial para os portadores de diabetes e para os cofres do SUS”, disse o diretor-presidente da Bahiafarna, Ronaldo Dias. Sem fabricação nacional da gama de insulinas, o governo é obrigado a pagar os altos preços cobrados pelos laboratórios estrangeiros sobre seus produtos importados.

 

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