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Vitória da Conquista | 21 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 24/03/2017 - 01h08
"As alianças eleitorais de nosso partido são baseadas sempre em nosso programa e nos interesses do país e do povo"

As declarações do ex-executivo da empreiteira Odebrecht, Alexandrino Alencar – feitas em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – não ficaram sem respostas. Ele afirmou que Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff em 2014 e atual prefeito de Araraquara, pediu caixa 2 em 2014 para comprar partidos da coligação da chapa Dilma e Temer. Falando ao TSE como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma-Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014, ele disse que o PT pediu recursos ilegais para comprar o tempo de sete partidos, entre os quais o PCdoB.

Em nota, o PCdoB informou que todos os recursos recebidos pela legenda respeitaram a lei, assim como foi feita a prestação de contas de todo o dinheiro recebido. “A acusação de que o PCdoB vendeu o seu tempo de TV para a campanha de Dilma Rousseff é completamente descabida. As relações do PCdoB com o PT são baseadas exclusivamente em afinidades programáticas o que é do conhecimento de qualquer um que acompanhe a vida política do país. Isso se demonstra, por exemplo, no fato do Partido Comunista do Brasil ter apoiado candidatos do Partido dos Trabalhadores à presidência em todos os pleitos desde a redemocratização. As alianças eleitorais de nosso partido são baseadas sempre em nosso programa e nos interesses do país e do povo”, declarou o partido em nota.

Também em nota, Edinho Silva disse ser “nítida” a tentativa de construção de uma tese que tem como objetivo a “criminalização da campanha Dilma 2014”. “Todas as coligações que disputaram aquele pleito construíram coligações ideológicas. […] Jamais pedi doações que não fossem legais. As dezenas de doadores da campanha Dilma 2014 sabem disso. Por que pediria doações para partidos que não fossem legais? Qual a diferença isso faria para a campanha Dilma? Uma afirmação sem nexo e sem lastro na realidade”, afirmou o prefeito de Araraquara. “Tal acusação é mentirosa e não ficará ‘em pé’, como se desmoralizou a tese mentirosa, construída, em circunstâncias idênticas, por um executivo da Andrade Gutierrez”, concluiu.

Em nota, o PROS informou que todas as doações recebidas pela legenda em 2014 foram devidamente declaradas para a Justiça Eleitoral. “A direção nacional do partido desconhece as afirmações citadas e ratifica que suas movimentações financeiras estão dentro dos parâmetros estabelecidos pela justiça eleitoral”, diz a nota. Por meio de nota, o PRB afirmou que todas as doações de empresas ao partido foram feitas legalmente. “O PRB nega veementemente que tenha recebido qualquer dinheiro proveniente de caixa 2 da empresa Odebrecht. Em nenhuma circunstância qualquer membro do partido foi autorizado a receber recursos desta natureza. As doações empresariais, que sempre foram poucas por se tratar de um partido pequeno, ocorreram todas dentro da lei e estão contabilizadas na prestação de contas do partido, devidamente apresentada à Justiça Eleitoral”, diz o texto da nota.

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