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Vitória da Conquista | 14 de Agosto de 2020
Por Fabio Sena | 26/03/2017 - 12h36
Como se vê, os fatos desmitificam as notícias contaminadas por interesses político-partidários

Gutemberg Macedo Júnior

Ontem à noite me deparei com uma crítica de meu amigo Paulo  Nunes ao atual gestor em razão da desocupação da Serra do Piripiri e pela não adoção de providências com o fechamento do acesso à Avenida Luís Eduardo Magalhães pelo Bairro Caminho do Parque. São duas questões sérias a serem enfrentadas pelo Poder Público e que devem ser tratadas sob a ótica do que é certo, do que é legal, daquilo que diz respeito à defesa do interesse público e não sob o viés da partidarização política.

Inicialmente quero registrar que não votei em nenhum dos dois candidatos que concorreram ao segundo turno das eleições locais. Apoiei no primeiro meu amigo Jean Fabrício. A primeira questão é a que diz respeito à desocupação da Serra do Piripiri. Essa última invasão se deu há 8 meses, portanto, na gestão do ex-prefeito, sem que o Poder Público a tivesse evitado e combatido, como era de sua obrigação. Não é possível entender que um grupo de pessoas invada uma área de preservação ambiental, inclusive com o uso de tratores de terraplenagem para demarcação de lotes, sem que o Prefeito Municipal e sua equipe tenham tomado as providências cabíveis para defesa do patrimônio público e para a defesa do meio-ambiente.

A publicidade da notícia, como de regra é feito por alguns blogs em Vitória da Conquista, foi deturpada. O próprio Poder Público comprovou que houve a derrubada dos barracos desocupados e a preservação de 4 deles que eram habitados por famílias carentes, devidamente encaminhadas aos órgãos de assistência social para as providências cabíveis ao amparo destas famílias em estado de vulnerabilidade. Os demais lotes, demarcados por barracos desocupados, certamente para fins de especulação imobiliária, foram derrubados. Agiu certo o Poder Público.

E mais, eu mesmo me recordo do ex-prefeito Guilherme Menezes, quando exerci a Procuradoria do Município, afirmar pessoalmente que o que estavam fazendo com a Serra do Piripiri era uma grave crime ambiental. Ora! Como, então, o discurso hoje é diferente do de outrora?

A segunda questão, é a que diz respeito ao acesso ao bairro Caminho do Parque.

Certa vez, ainda quando estava na Procuradoria do Município, salvo engano, no período da gestão do Prof. José Raimundo, fui barrado na portaria para me identificar e para dizer para onde ia. Insurgi-me imediatamente quanto às exigências do porteiro, que me afirmou estar cumprindo ordens da “síndica” da época. Precisei falar pessoalmente com a “síndica” para esclarecer que aquilo era um bairro, aquelas ruas eram públicas, de livre acesso e locomoção, razão pela qual adotaria as providências cabíveis para acabar com aquela pouca vergonha. A situação foi contornada na época e, apesar da manutenção da portaria, garantiu-se o livre acesso de todos os cidadãos por ambas as portarias instaladas.

Agora tomo conhecimento que o Governo Guilherme Menezes fez um acordo com os moradores do bairro Caminho do Parque para autorizar o fechamento do acesso à Avenida Luís Eduardo Magalhães e a instalação da portaria no acesso ao Horto Florestal. Em troca os moradores financiaram a pavimentação asfáltica da rua lateral.

Alguém tem de tomar providências, seja a OAB, seja o Ministério Público, responsáveis pela defesa dos interesses coletivos, seja o próprio Poder Público.

É preciso re-estabelecer a situação para que os demais cidadãos tenham livre acesso às ruas públicas do Caminho do Parque, como também para que tenham de volta o antigo acesso para a Avenida Luís Eduardo Magalhães.

Aquilo ali não é um condomínio particular, mas sim um bairro de pessoas economicamente privilegiadas.

Somos todos nós, cidadãos, quem pagamos a limpeza pública, a pavimentação, a segurança e a iluminação pública daquele bairro. Qual justificativa, portanto, para tal aberração jurídica?

Como se vê, os fatos desmitificam as notícias contaminadas por interesses político-partidários.

Por Gutemberg Macedo.

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