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Vitória da Conquista | 25 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 12/04/2017 - 10h40
Almejava-se, em contrapartida, apoio na aprovação de medida provisória

Ex-homem forte do Governo Michel Temer (PMDB), Geddel Vieira Lima, foi destinatário de ‘vantagens não contabilizadas’ para suas campanhas de 2006 e 2014, segundo três delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato. Fizeram revelações à Procuradoria-Geral da República os executivos Marcelo Odebrecht, Cláudio Melo Filho e João Antônio Pacífico Ferreira. “Segundo o Ministério Público, os colaboradores relatam o pagamento, por parte do Grupo Odebrecht, de vantagens não contabilizadas para a campanha eleitoral de Geddel Vieira Lima, nos anos de 2006 e 2014. Almejava-se, em contrapartida, apoio na aprovação de medida provisória, afirmando-se, ainda, que as vantagens relacionavam-se também a contratos referentes ao Transporte Moderno de Salvador II (TMS II)”, narra o ministro Edson Fachin. Geddel caiu da cadeira de ministro da Secretaria de Governo em 25 de novembro, em meio ao escândalo protagonizado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que o acusou de pressioná-lo para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizasse a construção de um residencial de alto padrão em uma área nobre tombada em Salvador. Calero pediu demissão da Cultura sob alegação de que Geddel teria ameaçado leva o caso a Temer se não fosse atendido.

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