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Vitória da Conquista | 18 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 17/04/2017 - 09h55
Gente... não precisamos de protetores, damos conta de lutar por nossos direitos.

Maria Elisa Meira Guimarães

A ideia é não falar mais sobre essa questão envolvendo o Afrânio Peixoto. Mas, mesmo mantendo a palavra e entendendo ser o Conselho Municipal de Saúde nosso representante máximo, alguns associados pediram para questionar os grupos que estão fazendo mobilizações contra a transferência dos pacientes do Hospital Afrânio para o Hospital Crescencio Silveira. Enumeramos abaixo os tópicos que consideramos pertinentes à reflexão.

1. Por que esse levante de “defensores” dos pacientes e familiares da saúde mental não aconteceu em relação aos famigerados depósitos de gente camuflados de casas de acolhimento? A existência desses locais é de conhecimento de todos que realmente se interessam pela saúde mental e os direitos dos pacientes. Ninguém queria saber, não interessava, pois era um problema só dos pacientes que lá estavam sendo depositados com idosos e pessoas que antes viviam em condição de rua.

2. Por que só agora acontece esse levante de alguns profissionais e de diversos sindicatos sobre a situação da saúde mental? Termos leitos em hospitais gerais faz parte da lei 10.216 que trouxe luz a saúde menta e deve nortear qualquer decisão referente a mesma. Lei essa que não foi citada em nenhum momento nas falas dos “nossos protetores” durante reunião no CMS.

3. Antes da reforma do Hospital Crescencio Silveira a equipe do CAPS II e nós, os pacientes, éramos atendidos lá, inclusive quando o estado iniciou uma reforma antes que a mudança para outro endereço fosse concluída. E quem agora grita, na época nem sussurrou em nossa defesa. Fomos atendidos em meio a reforma ate que a mudança aconteceu para uma casa excelente na Praça Sá Barreto.

Complemento do item 3: Apos a reforma o Crescencio ficou menos seguro?! Antes as instalações eram melhores? Nesse local, ainda segundo os “defensores dos pacientes “tão inapropriado” para atender pacientes psiquiátricos, funcionava o CAPS II e havia paciente durante todo o dia lá e nem por isso “nossos salvadores” se manifestaram contra as condições “precárias” do local naquela época. Mas ai não interessava, pois funcionários e seus sindicatos estavam na zona de conforto. Aos olhos deles estava bom para a parte da população que representamos. Os invisíveis. Ninguém se indignou.

4 – Falam das grades, de muros e cadeados, mas aqui no centro pode-se pressentir de segurança de possível agressão externa? dos chamados “normais”?

5 – No Afrânio não existiam as grades, muros e as contenções? Sair de um hospital PSIQUIATRICO e ir para um hospital CLINICO não é um avanço? Nos da SEM CID somos militantes da luta antimanicomial e acreditamos estar andando para frente, para a luz.

6 – Nem vou entrar no topico onde alguem da plateia comunicou a existencia de um pessoa com problemas psiquicos em uma determinada rua e fez isso usando termos que não usamos nem mesmo quando falamos de um animal selvagem que se encontra solto pelas ruas. O que sentimos é nojo e uma imensa repugnancia dessa pessoa e de sua fala infeliz.

7 – Gente… não precisamos de protetores, damos conta de lutar por nossos direitos. Sintam se livres para lutar em causa própria.

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