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Vitória da Conquista | 26 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 21/04/2017 - 01h18
"Ele foi claramente incumbido de criar uma narrativa que sustentasse ser Lula o proprietário do chamado triplex do Guarujá"

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, através do advogado Cristiano Zanin Martins, rebateu as acusações do empreiteiro Léo Pinheiro, que afirmou nesta quinta-feira (20) em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, que Lula havia pedido para destruir documentos que o ligassem a propinas. Pinheiro afirmou ainda que “Brahma” era o codinome do petista e que o triplex 164-A, do Edifício Solaris, no Guarujá, de fato pertence a Lula. A defesa rebateu afirmando que Pinheiro utilizou uma “versão fabricada” como parte de um pre-acordo de delação premiada. “Ele foi claramente incumbido de criar uma narrativa que sustentasse ser Lula o proprietário do chamado triplex do Guarujá. É a palavra dele contra o depoimento de 73 testemunhas, inclusive funcionários da OAS, negando ser Lula o dono do imóvel”, afirmou a defesa.

Zanin comentou ainda na nota, sobre a acusação de destruição de provas feita pelo empreiteiro. “A versão fabricada de Pinheiro foi a ponto de criar um diálogo – não presenciado por ninguém – no qual Lula teria dado a fantasiosa e absurda orientação de destruição de provas sobre contribuições de campanha, tema que o próprio depoente reconheceu não ser objeto das conversas que mantinha com o ex-Presidente”, afirmou.

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