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Vitória da Conquista | 14 de Novembro de 2018
Por Fabio Sena | 18/05/2017 - 08h51
Somos nós, povo brasileiro, um só rebanho de condenados.

Pois bem! Chegamos, portanto, àquele ponto de equilíbrio que nos une a todos, pois que, agora, a dicotomia se desfaz, já que nossos heróis estão morrendo, numa gigantesca overdose. Polarização. Não há mais polos. Há um vazio. E um único culpado na roda: o modelo político, a nossa democracia de consumo. Os personalismos.

Pois bem! Agora não há mais que se falar em injustiça. A Lava Jato, tal como a morte, é agora “aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados”. Fora todos. Uma reforma política, hoje, seria um atenuante. Só. Agora, temos “um só rebanho de condenados”. Partidos, Judiciário, Executivo, Empresários, Pastores, em breve banqueiros.

Pois bem! Chegamos àquele ponto onde não há mais que se falar em efeitos, mas nas causas de nosso mal-estar. É verdade: a configuração do modelo político não é a causa mais radical, mais profunda. As raízes de nossa “natureza” elas já foram descritas por gente como Darci Ribeiro, Sérgio Buarque de Hollanda….

Pois bem! Reforma boa mesmo é aquela que faremos quando, diante do espelho, dissermos a cada um de nós: “Tome vergonha na cara!” Um Só rebanho de condenados. Fora todos nós! A gigantesca engrenagem vai, aos poucos, sem pressa, ruindo, elidindo. Um pouco mais e nem saberemos como ou quando tudo começou. Somos nós, povo brasileiro, um só rebanho de condenados.

Povo marcado. Povo feliz.

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