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Vitória da Conquista | 16 de Novembro de 2018
Por Fabio Sena | 29/05/2017 - 15h19
Natural de Itaquara, Cajaíba residiu por quatro décadas em um casebre no alto da Serra do Piripiri

Dez muros de Vitória da Conquista serão modificados durante este ano pelo spray do grafiteiro Cristiano Vilarino, o popular Tiano. Em seu segundo painel, o projeto “A Voz do Muro”, que tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, homenageia o artista plástico Aurino Cajaiba da Silva, ou simplesmente Cajaíba*. O trabalho começou a ser feito na última sexta-feira, 26, na Avenida da Integração. Na manhã desta segunda, 29, foram feitos os detalhes finais da pintura, em tons preto e branco, do rosto de Cajaíba. A Voz do Muro tem como principais objetivos, além de revitalizar espaços públicos e construções históricas, dar também, maior visibilidade aos artistas do graffite, trazendo a cultura da periferia para os centros comerciais da cidade e homenagear personalidades da história conquistense, para que possam ser lembradas diariamente por quem transitar por Conquista.

O grafiteiro Tiano é o responsável artístico pelos painéis do “A Voz do Muro”. Em abril, ele coloriu o painel da Feira do Alto Maron, homenageando o artista plástico J. Murilo. Há 13 anos no graffite, Tiano já é conhecido pelos muros que cria tanto em Vitória da Conquista, como em Barra do Choça, onde é professor de artes. Para o artista urbano, é uma satisfação retratar artistas como Carlos Jehovah, J. Murilo e Cajaíba: “Estou resgatando outros artistas que tiveram uma história. São artistas de renome que sempre ouvi falar dos trabalhos deles. Pra mim está sendo satisfatório poder fazer esses painéis aqui na cidade, retratando a imagem deles”. Esta é a terceira vez que o projeto, apoiado financeiramente pelo Governo do Estado, realiza atividades em Vitória da Conquista.

*Natural de Itaquara, Cajaíba residiu por quatro décadas em um casebre no alto da Serra do Piripiri, onde criou em volta da sua moradia um museu a céu aberto. O escultor faleceu em outubro de 1997, um mês antes de completar 80 anos. Cerca de 200 obras foram deixadas por ele antes de falecer. Atualmente, 180 esculturas de cimento, areia e ferro se encontram no local, que é cuidado pelo seu filho Edvaldo Cajaíba.

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