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Vitória da Conquista | 30 de Marco de 2020
Por Fabio Sena | 12/06/2017 - 10h58
O evento contou com palestrantes da área, que discutiram a necessidade de preservação e revitalização dos mananciais

A Bahia vive atualmente um dos períodos de seca mais severos de sua história recente. Com o objetivo de debater a situação dos rios no Estado, os deputados estaduais petistas Joseildo Ramos, Marcelino Galo e Fátima Nunes, em parceria com o Observatório do Saneamento Básico da Bahia, promoveram a audiência pública ‘A Gestão das Águas na Bahia – Rio Vida que não pode secar’, no auditório Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia. O evento contou com palestrantes da área, que discutiram a necessidade de preservação e revitalização dos mananciais, em razão da situação atual da crise hídrica que afeta a região e também debater sobre os investimentos que o Governo do Estado tem feito para garantir o abastecimento da população baiana.

O deputado Joseildo Ramos ressaltou que a humanidade está vivendo um tempo de escassez de água e que infelizmente há uma reviravolta na política, com líderes conservadores assumindo países importantes e tratando o tema como um detalhe. “A Assembleia Legislativa está promovendo uma discussão ampla e geral para saber qual é a real condição dos rios no Estado. Os rios estão morrendo e, historicamente, aquilo que está sendo investido não é equivalente à grandeza das bacias hidrográficas na Bahia. É importante que a gente compreenda esse tema como parte da nossa própria sobrevivência”, afirmou.
Para o deputado Marcelino Galo, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, o debate representa um passo importante para que a sociedade se aprofunde no processo e, junto com o poder público, tome medidas que garantam a conservação dos recursos naturais. “Os rios de Salvador estão sendo aniquilados pela ocupação desordenada, especulação e falta de saneamento. Precisamos de políticas públicas que possam dar conta dessa questão”, afirmou o deputado.

Marcelino Galo reiterou que a Bahia nunca viveu uma crise hídrica tão intensa “A construção de políticas públicas passa pela participação da sociedade organizada. Vamos nos reunir com representantes dos 14 comitês de bacia, discutir formas de enfrentar a questão e fazer um relatório, que será enviado para o governador”, disse o deputado.
Já o coordenador do Grupo Ambientalista Gambá, Renato Cunha afirmou que a crise de água já era prevista e os governos não tomaram providências.

O ambientalista contou que nos últimos anos vem acontecendo um enfraquecimento dos órgãos de controle e gestão, como a extinção do Ingá, que se tornou uma diretoria do Inema sem força política “O desmatamento vem crescendo, principalmente da Mata Atlântica. Entre 2015 e 2016 a Bahia foi o estado que mais desmatou, a fiscalização está precária”, completou Renato Cunha. O evento contou com representações de órgãos como a Secretaria de Meio A

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