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Vitória da Conquista | 25 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 13/06/2017 - 08h00
“Ele disse que já tinha certeza da traição”, disse o delegado.

Andrezza Moura|A Tarde

O delegado Geovane Paranhos, titular da 24ª Delegacia (Vera Cruz) – na Ilha de Itaparica –, acredita que o mandado de prisão preventiva do taxista Ângelo Silva de Souza, de 35 anos, o Peralta, será expedido pela Justiça ainda na manhã desta terça-feira, 13. Peralta se apresentou na manhã desta segunda, 12, ao delegado e confessou ter esfaqueado e matado a esposa, a pedagoga Helem dos Santos Moreira, 28, na madrugada da última sexta-feira, em Conceição (Vera Cruz), durante uma discussão. Ele compareceu à delegacia com um advogado, foi ouvido e liberado, pois não podia mais ser preso em flagrante e não tinha mandado de prisão em aberto. Conforme Paranhos, Peralta alegou ter matado a mulher depois de assistir a um vídeo, no qual ela apareceria tendo relações sexuais com outro homem. “Foi por volta da meia-noite, ela estava dormindo. Ele disse que toda hora chegava mensagens no WhatsApp e que tentou ler, mas não conseguiu porque o celular tinha senha. Aí tirou o cartão de memória do celular dela, colocou no dele e achou o vídeo”, disse o delegado.

Depoimento

Ainda em depoimento, o taxista relatou que, após assistir ao vídeo, foi à cozinha, pegou uma faca e voltou para o quarto, onde acordou Helem e a agrediu com dois tapas. Ela foi esfaqueada três vezes no pescoço, quando tentava tomar o celular das mãos do homem. A pedagoga foi encontrada pelo sogro, nua e caída no chão do quarto do casal, na 1ª Travessa da rua Santo Amaro. O casal moravam em cima da casa dos pais de Peralta. O senhor teve acesso ao imóvel pela porta do fundo, após improvisar uma escada com uma tábua. Quando chegou ao local, o idoso encontrou Peralta saindo pela porta da frente dizendo que iria buscar ajuda para a mulher.

Peralta disse ao delegado que fugiu para Salvador e ficou escondido até a manhã desta segunda. Durante o depoimento, Peralta afirmou a Paranhos que, há algum tempo, já desconfiava da traição. “Ele disse que já tinha certeza da traição”, disse o delegado. O taxista relatou, ainda, que ele e Helem estavam juntos há 14 anos, desde quando ela era adolescente. Eles não tinham filhos. Helem se formou em pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e trabalhava dando aula no curso pré-vestibular Quilombo da Ilha, em Mar Grande. Conforme o delegado, o homem que aparece no vídeo com Helem já foi identificado e será ouvido, apesar de não ter nenhuma participação no crime.

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