A mídia da cidadania
Vitória da Conquista | 16 de Julho de 2018
Por Diário Conquistense | 30/07/2017 - 15h40

Por Ivan Cordeiro

Vivemos o século das cidades. As importantes transformações e inovações acontecem no território urbano. É exatamente no cotidiano da vida urbana que nos deparamos com a rapidez das mudanças introduzidas pelas novas tecnologias. Para o arquiteto e urbanista Carlos Leite, “as cidades inteligentes, podem e devem alavancar a otimização da vida urbana”. Nesse sentido, as relações sociais são cada vez mais afetadas pelo papel inovador das grandes cidades, constituindo, por conseguinte, novos modos de vida, tanto nos negócios, como na cultura, na educação, no entretenimento, enfim.

Richard Florida é autor do conceito, a “Classe Criativa”, que trata a criatividade como o imperativo econômico de uma nova classe de indivíduos cuja função econômica é criar novas ideias, novas tecnologias ou novos conteúdos criativos. O autor reforça o que muitos já sabem: a criatividade gera desenvolvimento econômico. Dessa forma, a criatividade deve ser estimulada no ambiente urbano. As cidades precisam ter a capacidade de reter profissionais criativos com a maior diversidade de atuação possível.

Em se tratando de desenvolvimento urbano, precisamos pensar a realidade de Vitória da Conquista. A nossa cidade tem um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de 2006, que precisa ser repensado e reestruturado para a próxima década. O atual PDDU não contempla diversos desafios que enfrentamos hoje e muito do que foi planejado infelizmente não foi realizado. O Art. 84, por exemplo, que trata sobre os projetos estratégicos para o nosso município, propõe, entre outros, a implantação e consolidação de um Centro de Convenções e da Cidade Universitária, o que jamais veio a ser concretizado.

Precisamos envidar esforços no sentido de conectar a sociedade civil e a administração pública para um verdadeiro desenvolvimento urbano criativo. Peter Hall, urbanista inglês, afirma que “inovação urbana importa tanto quanto infraestrutura urbana”. O novo plano diretor deverá ter compromisso com a política de desenvolvimento urbano, mas, antes disso, com a capacidade criativa de todos nós!

Ivan Cordeiro é Administrador e MBA em Liderança.

- Deixe seu comentário -