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Vitória da Conquista | 18 de Outubro de 2018
Por Fabio Sena | 08/08/2017 - 17h07
Derrotamos esses métodos com as mobilizações populares, a campanha das Diretas Já sem uma vidraça quebrada.

por Domingos Leonelli

A primeira foi conceder titulo de cidadão soteropolitano a João Doria Jr, um prefeito de São Paulo sem nenhuma ligação ou serviço prestado a Salvador. Seria menos mau um título na Assembleia, porque pelo menos ele realiza em Comandatuba um grande encontro empresarial. O perigo dessa bobagem é prestigiar alguém somente pelo seu discurso raivoso contra o PT e as esquerdas. Esquecendo-se que seu próprio pai foi cassado pelo golpe de 64.

A segunda bobagem foi passar da vaia ao ovo. Não é pouca coisa, não. Significa sair de uma manifestação verbal (ainda que na sua forma mais primária, a do grito) para a agressão física. A primeira reação da direita foi denunciar (e faturar politicamente) o vandalismo, a vergonha para a Bahia, etc. Mas a segunda, provavelmente poderia vir em forma de contra-ataque em nome da autodefesa. E não falta dinheiro à direita para contratar milícias, malhadões de academias, policiais de licença. E aí, desejamos mesmo este tipo de confronto?

Quem viveu a Ditadura sabe o que era a Savack de ACM avô e a utilização da polícia politicamente. Derrotamos esses métodos com as mobilizações populares, a campanha das Diretas Já sem uma vidraça quebrada, esvaziando o discurso da direita militar de que a campanha era uma “baderna”. E mesmo para quem ainda sonha com a “violência revolucionária” esses caminhos de escaramuças, briga em lugar de luta politica, arruaças, choques e ações físicas, nunca favoreceram à esquerda, nem ao avanço realmente transformador e revolucionário.

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