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Vitória da Conquista | 17 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 04/10/2017 - 15h16
"Precisamos das vagas no mês de dezembro"

Parte de um conjunto de intervenções que o governo municipal vem realizando no trânsito sob o argumento de que pretende tornar Vitória da Conquista uma “cidade caminhável”, com mais ambiente de circulação para pedestres, a alteração do estacionamento em ângulo para fila nas ruas Zeferino Correia, Maximiliano Fernandes, Francisco Santos e Ernesto Dantas gerou contrariedade nos comerciantes do centro da cidade. A Câmara de Dirigentes Lojistas|CDL – apesar de manifestar-se favorável às mudanças que melhorem a qualidade de vida das pessoas e a fluidez do trafego – alega que as alterações “têm afetado fortemente o comércio, diminuindo o fluxo do consumo no comércio varejista pela baixa rotatividade de veículos e pessoas”. O assunto foi objeto de reunião entre o prefeito Herzem Gusmão e a CDL nesta terça-feira (3).

Segundo relato da Secretaria de Comunicação, o prefeito assegurou que a ideia de estacionamento em fila obedece à política do governo de melhoria do trânsito para as pessoas no centro comercial, adotando um conceito europeu de convivência nos espaços públicos. Para atender minimamente às exigências dos comerciantes, o prefeito se comprometeu em estudar uma parceria com os estacionamentos privados.

Em entrevista agora à tarde ao Diário Conquistense, a presidente da CDL, empresária Sheila Andrade, o gestor solicitou 30 dias para apresentar uma solução e “devolver” as 77 vagas perdidas em função das intervenções. “Não sabemos como será a parceria, porque não nos foi apresentado o projeto. Estamos tentando o diálogo e vamos aguardar para ver”.

Sheila Andrade afirmou que teme por prejuízos ao comércio justamente no período natalino, quando as vendas aumentam e aquece a economia local. “Dezembro está batendo as portas. As festas de Natal são importantes para o comércio, com lojas que chegam a triplicar as vendas. Precisamos das vagas no mês de dezembro. Os comerciantes estão passando dificuldades e sem essas vagas dificulta nossa presença no centro da cidade”.

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