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Vitória da Conquista | 19 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 05/10/2017 - 01h38
David Salomão caminha incólume na Câmara

O vereador David Salomão – reconhecido pela genuína habilidade de criar polêmica e manter-se na mídia, e que agora volta às vezes com uma peça de outdoor que fere de morte os brios da esquerda – já havia defendido a intervenção militar em discurso proferido na sessão ordinária do dia 22 de setembro. O registro, ele mesmo fez e socializou em seu perfil no facebook, merecendo aplausos acalorados de seguidores que, tanto quanto ele, acreditam que o melhor remédio é um governo militar provisório para sanear o Brasil.

Durante três minutos e quatorze segundos – tempo que durou o discurso – David Salomão argumentou com veemência contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chama de “barbudo corrupto”, e em favor do General da ativa do Exército, Antônio Hamilton Mourão, que declarou recentemente opinião favorável a uma intervenção militar. Depois de pronunciar seu mantra de abertura de todo pronunciamento – ”Toda honra e toda glória sejam dadas ao Deus todo poderoso, criador dos céus e da Terra” – o vereador iniciou os ataques a Lula.

“A nossa nação está sendo saqueada desde 2003 por um barbudo corrupto, um gangster de nove dedos, que desafia um juiz, que desafia as instituições”, afirmou, acrescentando que “esse país está precisando de um choque de realidade, hierarquia e disciplina, de lei e de ordem”. Segundo ele, “os bandidos tremeram na base” ao tomarem conhecimento do pensamento do General Hamilton Mourão sobre uma possível intervenção militar. “Esse país precisa de lei e de ordem e respeito a essa bandeira”, frisou o parlamentar.

O vereador concluiu seu discurso sem nenhum pedido de aparte por parte da bancada canhota, composta majoritariamente por petistas e comunistas e membros de partidos periféricos que, por serem circunstancialmente alinhados ao PT e fazerem oposição ao governo municipal, se autoproclamam de esquerda, como Luciano Gomes, do PR, e Cícero Custódio, do PSL, dos quais se exige menor comoção em assuntos desta natureza.

A vereadora Márcia Viviane, do PT, optou por tecer longo comentário negativo acerca do governo municipal; postura idêntica adotou seu colega de partido, Valdemir Dias, que preferiu dizer que há perseguição a servidores municipais no governo; o professor Cori, petista, mas nem tanto, aproveitou sua fala para destacar uma moção de aplauso aos estudantes da rede estadual de ensino matriculados nas oficinas do Centro Juvenil de Ciência e Cultura. Danillo Kiribamba, do PCdoB, denunciou a cobrança ilegal de uma taxa no valor de R$ 180,00 cobrada para utilização do Centro Comunitário da Urbis 5.

 

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