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Vitória da Conquista | 17 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 06/10/2017 - 01h06
Arlindo Rebouças, ex-vereador

 

Um mês após ser exonerado da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Prefeitura de Vitória da Conquista, o ex-vereador Arlindo Rebouças resolveu quebrar a quarentena do silêncio fazendo uso de sua principal arte: opor-se a governos. Ao jornalista Deusdete Dias, âncora do jornalístico Redação Brasil – levado ao ar das 7 às 8 da manhã na rádio Brasil FM – o ex-tucano teceu críticas contundentes ao governo municipal e ao prefeito Herzem Gusmão, apresentando as armas e demonstrando para um embate sem tréguas.

Rompido com o PSDB – partido pelo qual disputou as eleições para prefeito em 2016 e do qual perdeu a presidência –, Arlindo Rebouças esclareceu as razões que o levaram ao afastamento da legenda. Segundo ele, João Gualberto, presidente do diretório estadual tucano, “não sabe fazer política e vive do fuxico, da coisa rasteira, da coisa miúda”. Afirmou, ainda, que o mesmo “não se preocupa em conquistar, mas comprar as pessoas, pois tem dinheiro demais sobrando, gasta muito nas campanhas”.

Alindo argumenta que sua exoneração não tem qualquer relação com as dissensões internas do PSDB, já que o próprio prefeito Herzem Gusmão, dois meses antes de exonerá-lo, o teria advertido da movimentação tucana no sentido tirá-lo do governo, mas que, em função do bom trabalho, seria mantido. “Dois meses depois aconteceu o inverso. E a grande queixa dele é que eu saí candidato a prefeito”, argumentou Arlindo, que foi exonerado porque o prefeito temia o sucesso de sua gestão à frente da Secretaria.

Segundo o ex-vereador, ao assumir a gestão da Secretaria de Agricultura, encontrou um maquinário insuficiente para o trabalho. Ainda assim, conseguiu vencer os obstáculos e realizar um bom trabalho, “elogiado inclusive pelo próprio prefeito”. Ele deixa entrever que o sucesso de sua administração poderia ter repercussões eleitorais, daí sua exoneração. “Eu fiz milagre naquela Secretaria. Eu nunca vi uma equipe boa como aquela. Agora está sendo impedida de trabalhar. Nosso trabalho era discutido, nada era forçado”, afirmou.

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