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Vitória da Conquista | 10 de Dezembro de 2018
Por Fabio Sena | 06/10/2017 - 15h46
São crimes que chocam não apenas pela covardia e pela brutalidade, mas pela falta de respostas.

por Fabíola Mansur|Deputada Estadual

Em menos de uma semana, duas chacinas supostamente promovidas por pessoas insuspeitas. No domingo, um americano atira por nove minutos contra a multidão e mata mais de 50 pessoas; ontem, um brasileiro entrou na creche onde trabalhava e ateia fogo ao próprio corpo e aos das crianças também. Eles não eram bandidos procurados pela polícia. Não tinham ficha criminal. E as pessoas que estavam à sua volta nunca perceberam nada de anormal no seu comportamento, nada que indicasse a tragédia que viriam a consumar. São crimes que chocam não apenas pela covardia e pela brutalidade, mas pela falta de respostas. Por que eles fizeram isso? É uma pergunta que precisaremos responder não só para os familiares e amigos das vítimas, mas para que consigamos ter um pouco de paz.

No meio disso tudo, é preciso encontrar algo de positivo pra nos consolar. E aqui temos a história de Heley de Abreu Silva Batista, professora que enfrentou o agressor e morreu tentando salvar seus alunos. Uma heroína, alguém que morreu lutando pra salvar seus alunos da insanidade. Nós que sobrevivemos temos a obrigação de honrar essa luta de Heley. Temos o dever de transformá-la em ação efetiva, pra reafirmar que não foi em vão que Heley deixou órfão seu filho de um ano de idade.

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