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Vitória da Conquista | 18 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 12/11/2017 - 21h10
“O governo quer passar uma borracha em nossa história. É lamentável. Vejo isso com muita tristeza e muita revolta”.

Os moradores do bairro Bruno Bacelar são os principais prejudicados pela decisão do governador Rui Costa de fechar o colégio estadual Nilton Gonçalves. Quem afirma é a liderança comunitária Kassia Maria, representante do Coletivo de Mães, formado para reivindicar da secretaria estadual de Educação que mantenha a unidade em funcionamento. “O governo quer passar uma borracha em nossa história. É lamentável. Vejo isso com muita tristeza e muita revolta”.

O Coletivo de Mães se reuniu na tarde deste domingo (12) para articular uma mobilização contra a decisão do governo. Kassia Maria falou ao Diário Conquistense sobre o significado desta postura governamental. “Significa uma derrota. É uma coisa absurda. Eu estou muito preocupada com esta situação. A gente sabe que o certo é abrir escola e não fechar. Então estamos mobilizando toda a comunidade, o coletivo de mães, para perguntar ao governador: ele vai mesmo deixar fechar esta escola?”.

Ainda segundo ela, o governo desconsidera uma série de aspectos ao oferecer os colégios Anísio Teixeira e José de Sá Nunes como alternativas para os alunos que serão “despejados” do Nilton Gonçalves. “Oitocentos alunos estudam neste colégio e 80% desses são da nossa comunidade, do Bruno Bacelar e Nenzinha Santos. A gente tá preocupada com a distância, pois temos certeza que haverá evasão escolar, fora a vulnerabilidade social, pois eu tenho certeza que muitos alunos não vão querer ir para as outras escolas”.

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