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Vitória da Conquista | 26 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 14/11/2017 - 16h41
"A Bahia não pode morrer de sede e de fome. A Bahia não aceita reviver os tempos das Marias latas d'água na cabeça".

A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) declarou nesta segunda-feira que ‘a conjuntura política’ não pode ser usada como pretexto para o contingenciamento de verbas federais destinadas à Defesa Civil do Estado da Bahia. A parlamentar socialista fez um apelo à União pela liberação de R$ 14 milhões já aprovados desde de setembro para medidas emergenciais de combate à seca, como a construção de aguadas e a distribuição de água por carros pipas.

“As ações da Defesa Civil são na maioria das vezes emergenciais e o que está acontecendo, seja porque motivo for e não importa de que lado politico estejamos, é que tivemos recursos de 27,5 milhões que viriam para a Bahia e que foram deslocados para outros Estados e outros R$ 14 milhões aprovados em setembro que ainda não chegaram”, alertou Fabíola, durante a abertura do I Encontro de Proteção e Defesa Civil da Bahia, que está sendo realizado entre a segunda, 13, e a terça-feira, 14, no auditório da Secretaria de Agricultura (Seagri), no CAB.

“A Bahia não pode morrer de sede e de fome. A Bahia não aceita reviver os tempos das Marias latas d’água na cabeça. Leve este apelo ao Ministério da Integração Nacional”, disse a deputada, dirigindo-se ao diretor de Minimização de Desastres da pasta, Armin Braun, que integrou a mesa presidida pelo Superintendente da Sudec, Paulo Luz, e que contou ainda com as presenças da deputada Fátima Nunes, do prefeito de Dom Basílio, Roberval Galego, e de Itajacy Diniz, chefe do 4º Distrito de Meteorologia do Inmet, entre outras autoridades.

Para Fabíola, a importância dos coordenadores da Defesa Civil de municípios de todo o Estado que lotaram o auditório é tamanha que ela comparou o Sistema de Defesa Civil ao SUS e o trabalho de seus integrantes ao dos médicos. “A maioria das ações da Defesa Civil são emergenciais. E emergência, no jargão médico, é tudo o que deve ser colocado como prioridade absoluta. E se é prioridade, não pode esperar. A Bahia não pode esperar”.

Fabíola observou ainda que apesar da seca ser o principal drama baiano e nordestino em geral, as dimensões e a posição geográfica tornam o Estado propenso a todo o tipo desastre natural, como vendavais, desabamentos de encostas e alagamentos por excesso de chuvas, erosão marítima e incêndios florestais. Nesse último quesito, mencionou como exemplar a recente operação de combate ao fogo que atingiu mil hectares da região sul do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

“Foram 12 dias de combate ininterrupto de um incêndio na Chapadinha cujos efeitos foram absurdamente minimizados pelo trabalho efetivo e coordenado não só dos bombeiros do 11º BGM de Lençóis, mas dos brigadistas voluntários e contratados pelo ICMBio e pelo Ibama que merecem os nossos parabéns porque dão mais uma demonstração da força de nossas ações quando realizadas de forma cooperada e solidária”, destacou.

Ao final de sua participação, Fabíola foi surpreendida com uma homenagem da Sudec: um colete personalizado com seu nome, em agradecimento ao empenho demonstrado pela deputada de dar visibilidade ao trabalho da Defesa Civil expresso pela audiência pública por ela proposta, realizada no dia 17 de agosto, na Assembleia Legislativa da Bahia. Na ocasião, ela chegou a ser apelidada de “madrinha” da Defesa Civil.

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