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Vitória da Conquista | 18 de Outubro de 2018
Por Fabio Sena | 22/11/2017 - 21h25
A exibição do documentário casa com o momento em que o Colégio Nilton Gonçalves está vivendo.

Na tarde desta quarta-feira, 22, o Coletivo #SalveoNilton, que reúne lideranças comunitárias dos bairros Nenzinha Santos, Ibirapuera, Bruno Bacelar e Nossa Senhora Aparecida, pais, mães, alunos, professores e profissionais da educação do Colégio Estadual Nilton Gonçalves, exibiu o documentário “Acabou a paz, isso aqui vai virar o Chile”, do cineasta argentino Carlos Pronzato, lançado em março de 2016. O filme aborda o movimento de ocupação estudantil, em São Paulo, no final do ano de 2015.

A exibição do documentário casa com o momento em que o Colégio Nilton Gonçalves está vivendo. Ameaçado de fechar pela Secretaria Estadual de Educação, que alega otimização de despesas para o fechamento da escola, tem provocado uma forte mobilização de sua comunidade escolar e da comunidade dos bairros atendidos por ele. Até o momento várias ações já foram desenvolvidas e buscou-se o diálogo no sentido de mostrar a importância da escola para a comunidade e o quanto este não deve ser fechado. Contudo, a Secretaria de Educação Estadual se limita a comunicar que tal decisão partiu da necessidade de otimizar custos e que os alunos serão transferidos para outras unidades de ensino.

Ocupar e Resistir. Esse foi o lema dos estudantes de São Paulo que ficaram por pouco mais de um mês em seus colégios, lutando contra a reorganização proposta pelo governo do Estado, que fecharia 94 escolas. O levante, como ficou chamado, culminou na ocupação de mais de 200 escolas que seriam afetadas pelas ações de precarização do ensino público. A coragem, a autonomia, a horizontalidade, a solidariedade demonstrada pelos secundaristas e o apoio popular são alguns dos pontos que chamam a atenção no filme.

A iniciativa contou com as presenças do membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, o professor Rui Medeiros, professores do Colégio Nilton Gonçalves, funcionários e lideranças comunitárias. Ao final do documentário o prof. Rui Medeiros fez um empolgante comentário, destacando a importância da iniciativa dos alunos secundaristas no combate a política de desmonte da educação, em curso naquele momento. O quanto a postura combativa estudantil foi importante para reverter a decisão do governo estadual que teve que reavaliar sua decisão. Lembrou, ainda, que, na Bahia, o governo Estadual segue como o governo Temer, realizando medidas autoritárias, de cima para baixo, sem o diálogo com a sociedade.

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