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Vitória da Conquista | 17 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 16/12/2017 - 15h44
Até o momento o governo do Estado ainda não respondeu ao pedido de reversão da sentença de fechar a escola.

Os alunos do colégio Nilton Gonçalves estão dispostos a não deixarem a escola mesmo após o término das atividades letivas do ano. Eles não se conformam com a decisão do governo do Estado em fechar a escola meramente por uma contenção de custos ou pelo reordenamento da rede escolar. A mobilização tem se tornado um momento de grande aprendizagem para os que resistem. Diversas atividades são desenvolvidas nesse momento. Exibição de filmes, documentários, sarau literário, rodas de conversa, apresentações musicais e, sobretudo, direcionar os próximos passos da mobilização. Na próxima semana, a partir do dia 18, acontecem atividades como palestras, oficina de xadrez e a exibição do documentário Leva, abordando a luta pela moradia na cidade de São Paulo. As atividades estão contando com a participação do coletivo Contraponto Cultural que além de auxílio aos alunos tem participado ativamente na mobilização. Nada mais interessante e adequado para o ambiente escolar que deve tornar os seus momentos de adversidades em momentos também de aprendizagem.

Para a estudante Ana Cláudia Cerqueira, aluna concluinte do ensino médio, “o Nilton não deve fechar, pois amamos a forma como somos tratados na escola. Estudar aqui, além de me trazer amizades, trouxe-me lições de vida. O ensino é minucioso e com grandes professores capacitados”. Para ela, com o fechamento do colégio “os alunos serão prejudicados da pior forma! É muito triste a forma como o governo nos olha”. O professor Ronaldo Ferraz destaca que “querem matar o colégio por asfixia, aos poucos. Processo que vem acontecendo com tantas outras escolas. Fecham salas, turnos e, em medida mais extrema, toda a escola. No caso do Nilton Gonçalves, primeiro não permitem a renovação da matrícula dos alunos que já estudam no colégio. Depois, fecham os ouvidos aos apelos dos pais, professores, estudantes, câmara de vereadores, OAB, sindicatos, da comunidade e de toda uma cidade que abraçou a causa em prol do não-fechamento do Nilton Gonçalves”.

Até o momento o governo do Estado ainda não respondeu ao pedido de reversão da sentença de fechar a escola. Por isso, a comunidade escolar permanece mobilizada contra essa insensível decisão.

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