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Vitória da Conquista | 23 de Outubro de 2019
Por Fabio Sena | 17/12/2017 - 16h58

Na manhã deste domingo, dia 17, o Coletivo SalveoNilton, com a presença de alunos, professores e membros do coletivo Contra Ponto Cultural, ocupou espaço na feira do bairro Brasil. A ideia foi divulgar, por meio de panfletos e do diálogo direto com a população, o que o governo do Estado pretende fazer com o Colégio Nilton Gonçalves. Já é de conhecimento de todos que a intenção é fechá-lo e transferir os alunos para escolas mais distantes. Na feira, através da conversa e da escuta, os membros do SalveoNilton puderam confirmar a indignação da população com o fechamento de mais uma escola na cidade. No diálogo direto, uma senhora feirante dispara: “Na minha juventude não pude estudar por falta de escolas. Mas isso já faz muito tempo. O governo é formado por pessoas estudadas. Será que eles que estudaram tanto não sabem o valor da educação para o povo? Escola não se pode fechar. É uma injustiça”.

Já o seu Cabral aproxima-se e prontamente diz : “Tenho 92 anos. Nunca deixei de ser atendido em minhas orações. Irei rezar para esta escola não fechar “. Injustiça. Esse é o sentimento geral. Para a professora Ivana Lima, “a manhã de hoje foi marcada por gestos de atitude de pessoas que são vocacionadas à justiça”, afirma, acrescentando que “o encontro com pessoas conhecidas e desconhecidas na feira nos conduz a reconhecer que podemos acreditar na solidariedade; alguns se prontificando para ligar para ouvidoria do Estado, querendo saber como poderiam ajudar, e até quem disse que iria rezar. Grandioso acolhimento!”.

Se o povo se coloca sensível à causa do Nilton Gonçalves, não se pode dizer o mesmo do governador Rui Costa. Através de sua Secretaria Estadual de Educação, comandada pelo secretário Walter Pinheiro, insiste em não ouvir os fortes apelos populares e da comunidade escolar do Nilton. Insensibilidade social é o tom e a forma como vem sendo conduzida a questão por parte do governo do Estado. Para o Coletivo SalveoNilton não resta outra alternativa a não ser a mobilização permanente e levar a indignação a toda à cidade e ao mundo, já que uma forte campanha nas redes sociais vem sendo feita.

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