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Vitória da Conquista | 21 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 18/12/2017 - 00h12
E eu tô aqui enlouquecendo, porque entre o atura ou surta, eu já nasci surtada!

por Thaty Miranda/Jornalista

Domingo, 6:45. Sou arrancada do meu merecido sono por violentas pancadas numa lata. Pois é! Ninguém merece. Deixe-me explicar: ao lado de minha casa estão construindo. Em frente, o vizinho também constrói.  Enquanto a primeira obra se arrasta há longos meses, a segunda caminha a passos largos. A que está mais adiantada é a que mais incomoda, pois tem uma equipe de operários muito alegres, principalmente às sextas, quando anunciam aos berros que é dia de beber! Confesso que nem sempre compreendo tanta felicidade. Sobretudo quando estou tentando ler ou me concentrar em algo que passa na TV.

Me consolo quando penso que no fim  de semana haverá  uma trégua. Neste não teve. Acho que alguém não foi para a farra. Ontem os trabalhos começaram às 7h e hoje, 15 minutos mais cedo. Eu sou aquele tipo de pessoa que sempre acha possível conciliar interesses individuais e coletivos. Quando trabalhava com publicidade, tinha um cliente que, além de anunciar em rádio, pagava propaganda volante e uma de suas exigências ao proprietário do carro de som era que só começasse a divulgar a sua granja e peixaria após as 9:30. Ele queria vender o seu frango assado, mas não queria incomodar seus clientes no único dia que eles tinham para dormir um pouco mais. Homem consciente. Bom exemplo. Poxa… Precisamos de mais pessoas assim. Respeito é artigo em falta nas prateleiras desse mercadinho de quinta que se tornou a nossa convivência em sociedade. E eu tô aqui enlouquecendo, porque entre o atura ou surta, eu já nasci surtada!

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