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Vitória da Conquista | 18 de Outubro de 2018
Por Fabio Sena | 04/01/2018 - 09h15
"Existe essa possibilidade, setores do partido que defendem meu nome ainda não tem nada resolvido".

A informação tem ganhado cada vez mais força nos bastidores da política após o atual presidente do DEM nacional, senador José Agripino (RN), ter sinalizado que o próximo a comandar a legenda pode ser o gestor soteropolitano. Questionado sobre o assunto, Neto nega que haja qualquer definição sobre o assunto por agora. “Acho que a imprensa sabe mais do que eu mesmo. Não está decidido. Existe essa possibilidade, setores do partido que defendem meu nome ainda não tem nada resolvido. Vai ser conversado ao longo de janeiro”, declarou, ontem, durante inauguração de uma unidade de saúde em Capelinha de São Caetano. O prefeito acredita que há outros nomes sendo lembrados dentro do partido. “O meu nome não é o único colocado como hipótese. Mas o que importa é que o partido saia unido do processo para ter condição e força de conduzir esse novo momento do DEM que é o de reafirmar seu desejo de ter candidato próprio a presidente nesse momento desafiador. Essa definição deve ser tomada no dia 20”, assinalou.

Em coletiva com os jornalistas, ACM Neto também descartou a possibilidade de o DEM indicar um vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) para disputar a Presidência da República. Os tucanos querem evitar uma possível divisão de votos caso a legenda democrata lance uma candidatura independente – pondo fim à polarização protagonizada pelo PT e pelo PSDB que imperou nas últimas décadas. “Tive uma conversa com Alckmin e eu disse a ele que a prioridade do DEM seria ter candidato próprio. Não vamos sentar para discutir aliança. Aceito oferecer a vice do Democratas ao PSDB. É o que posso oferecer ao PSDB. Não que a gente já esteja oferecendo”, assegurou o baiano.Neto reafirmou que o objetivo do DEM é ter um candidato próprio e que o partido não deve herdar o desgaste do governo de Michel Temer (MDB). “Nossa prioridade é ter um projeto para 2018. Não acho que o DEM se desgaste [com o governo Temer]. Há uma compreensão muito clara de que o Democratas cumpriu um papel ao longo dos últimos anos de garantidor da agenda do país. Rodrigo Maia, como presidente da Câmara, foi o grande responsável por isso, permitindo a retomada do crescimento econômico”, completou. O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), por sua vez, afirmou que a troca no comando do DEM nacional é uma “boa aposta”. Ele, no entanto, desmentiu a informação de que o partido voltará a ser o PFL. “Não se discute isso”, pontuou.

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