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Vitória da Conquista | 30 de Marco de 2020
Por Fabio Sena | 16/01/2018 - 17h46
"Acho que isso está desorganizando o Brasil"

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou na tarde desta terça-feira em Washington, onde cumpre visita oficial, que o excesso de interferência do Judiciário na política está atrapalhando o país. Sem entrar no mérito da questão se a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) merece ser ministra do Trabalho, Maia disse que um juiz de primeira instância não pode limitar o poder do presidente do país. “Acho que isso está desorganizando o Brasil. Esse protagonismo excessivo do Judiciário não é bom para o Brasil. Daqui a pouco, a sociedade vai achar que o Judiciário pode tudo e vai cobrar deles melhoria na Educação, na Saúde”, disse ele, que considerou a suspensão da posse da deputada no ministério um episódio grave. O presidente da Câmara ressaltou que em outros momentos juízes também tentaram limitar a capacidade de Congresso legislar. “No caso da nomeação da ministra, estão bloqueando uma decisão do presidente da República. Independente do que as pessoas acham, se deveria ou não nomear a Cristiane, é um absurdo que a Justiça interfira nisso”, afirmou o presidente da Câmara.

Questionado se o caso não seria semelhante à decisão do Supremo que impediu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser ministro na fase final do governo de Dilma Rousseff, Maia disse que a situação é diferente. Segundo Maia, o grande questionamento é se o juiz Sergio Moro poderia ou não divulgar aquelas gravações (onde Dilma oferece o cargo a Lula como uma forma de se proteger de um eventual pedido de prisão por causa da Lava-Jato). Para o presidente da Câmara, contudo, depois que as conversas ficaram conhecidas, “não havia dúvidas” de que a nomeação era um tipo de obstrução de Justiça. Em seu primeiro dia nos Estados Unidos, Maia desconversou sobre sua candidatura à Presidência, afirmando que no momento a prioridade é a aprovação da reforma da Previdência. Para ele, “não está na hora” de debater o assunto. Em entrevista ao GLOBO, Maia disse que se seu nome está sendo cogitado como uma alternativa “porque há uma avenida aberta”. O DEM vai estimular a pré-campanha de Maia para ver se decola.

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