A mídia da cidadania
Vitória da Conquista | 16 de Julho de 2018
Por Fabio Sena | 18/01/2018 - 14h34
Janguiê Diniz, mestre e Doutor em Direito e reitor da UNINASSAU
por Janguiê Diniz

Todos nós conhecemos e sabemos da importância do Carnaval para a cultura nacional. Mundialmente conhecido como o país do Carnaval, o Brasil tem uma diversidade de festas e ritmos que se espalham por quase todos os estados e fazem deste um dos feriados mais impactantes, responsável por movimentar boa parte da economia em setores como turismo e negócios, influenciando positivamente no cenário econômico geral do país pelo resto do ano. Uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro, após o carnaval de 2017, apontou que 1,1 milhão de turistas passaram pela cidade no período de Momo. A festa movimentou cerca de R$ 3 bilhões na economia da cidade. Ainda segundo o estudo, 94% dos turistas estrangeiros disseram que voltariam à cidade, 17,4% pretendiam retornar no mesmo ano e 91,9% recomendariam a visita.


Já no Recife, outro tradicional carnaval, estima-se que durante os quatro dias de folia, 1,3 milhão de foliões foram às ruas da cidade. O número representou 96,8% de ocupação nos hotéis e pousadas da cidade, além de uma receita de R$131,4 milhões. Já em Salvador, capital baiana, foram 700 mil turistas, sendo mais de 100 mil estrangeiros. Os dados apontam que a ocupação hoteleira em Salvador chegou a 95% no período de carnaval, gerando 200 mil empregos temporários e R$308,7 milhões de receita. Ao todo, em 2017, as atividades turísticas ligadas ao carnaval movimentaram cerca de R$ 5,8 bilhões. Vale lembrar que, para oferecer um evento grandioso, as escolas de samba de São Paulo ou do Rio de Janeiro, e os blocos de carnaval, sejam de Recife, Salvador ou de outras cidades, começam a trabalhar com meses de antecedência.
 
Um negócio que no fim do século passado tinha como referência apenas o Rio de Janeiro, tomou grandes proporções e hoje, o Carnaval move as economias das principais cidades brasileiras, tanto das capitais como dos municípios. Esse segmento funciona como uma grande empresa, empregando várias pessoas – da confecção da fantasia ao gerenciamento e organização da festa –, gerando lucro e renda para várias famílias. Com uma leve recuperação na economia nacional, aliada ao crescimento das vagas de emprego e a retomada do consumo, estima-se que o carnaval de 2018 supere os números do ano passado. Salvador, por exemplo, acredita que irá atingir lotação máxima nos hotéis. Já em Recife, os 40 anos do Galo da Madrugada e os shows de artistas nacionais em polos descentralizados deverão aumentar o número de turistas e o consumo de serviços por parte deles na cidade.
 
O Carnaval permanece sendo um período de extrema importância, não apenas para alguns setores da economia mas, principalmente, para cidades que veem neste período boa parte de sua renda anual.

Janguiê Diniz Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Reitor da UNAMA – Universidade da Amazônia – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
- Deixe seu comentário -