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Vitória da Conquista | 17 de Janeiro de 2020
Por Fabio Sena | 24/01/2018 - 08h25
Fernando Gabeira lamenta ausência de autocrítica

Na edição desta quarta-feira, 24, o Estadão se dedica a avaliar o impacto político e eleitoral do julgamento em 2ª instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os três desembargadores do TRF-4 terão a missão de avaliar a condenação de Lula na 1ª instância, em sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro. Caso se mantenha a condenação, o petista poderá se tornar inelegível em outubro, por causa dos efeitos da Lei da Ficha Limpa. Foram colhidas opiniões de atores diferentes, pertencentes tanto à classe política ou fora dela. Você vai ouvir, por exemplo, Fernando Gabeira, que lamenta o fato da esquerda não ter escolhido o caminho da autocrítica para simplesmente lutar desesperadamente pela sobrevivência de seu líder máximo. “A tática da defesa do Lula e toda essa opção da esquerda nos colocou diante de um descaminho histórico. Porque ao invés de reconhecer todos os escândalos que aconteceram e buscar um caminho mais longo de recuperação através de uma crítica, de uma autocrítica, ela decidiu negar o conjunto dos fatos”, declara. Ouça no player acima.

Ainda vão passar por esta edição alguns representantes da composição partidária brasileira. Do PT, o deputado Carlos Zaratini (SP) confirma que a luta seguirá obstinada em manter a candidatura de Lula à presidência, mesmo com possíveis frustrações no processo legal. “Nós vamos manter a disputa porque a coisa não se encerra neste julgamento”. Do líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT), uma certa relativização do lastro político deste caso para valorizar apenas o posicionamento dos membros da Justiça envolvidos. “O resultado é o menos importante na questão política. O importante é juridicamente”. Já para Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), relator da Reforma da Previdência, a condenação e possível inelegibilidade de Lula “fará com que o PT deixe de existir”.

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