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Vitória da Conquista | 25 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 24/01/2018 - 10h33
“Qual o pensamento: censura à defesa, à academia e ao povo”, afirmou Zanin

O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou em seu pronunciamento que o tríplex não pertence ao seu cliente e que “reportagem do jornal O Globo não gera transmite propriedade” e que a sentença se deu apenas com base nas palavras de Leo Pinheiro, “que é réu e não tem o dever de dizer a verdade”. Segundo ele, o juiz Sérgio Moro não diligenciou para alcançar a verdade. “O que se tem aqui é um processo nulo, que gerou uma sentença nula”. Ainda segundo Zanin, “claramente” o pronunciamento do procurador regional da República, Maurício Gotardo Gerum, mostrou como a força-tarefa da Lava Jato vem atuando. “Qual o pensamento: censura à defesa, à academia e ao povo”. E acrescentou: “Se vossa excelência ficou impressionado com a manifestação da comunidade jurídica nacional e internacional é porque algo errado existe neste e em outros processos”.

Zanin ainda acusou os membros do MPF de cercearem o direito de defesa, por exemplo, quando realizaram escutas telefônicas nos escritórios dos advogados de Lula. “Vossa excelência pediu para interceptar escritório de advocacia para bisbilhotar defesa. Se houve alguma situação que pudesse tangenciar ilícito penal não foi por parte da defesa, esses ocorreram em prejuízo ao direito de defesa”, argumentou.

Zanin ainda condenou a escolha de jurisdição, afirmando que, por isso, pede a nulidade do processo e da sentença. “Esse processo teve por parte dos procuradores uma escolha, a da jurisdição, mediante afirmação na denuncia de que caso teria relação com três casos específicos da Petrobras. Não há competência e o próprio juiz Sérgio Moro teve que reconhecer que jamais afirmou que os valores obtidos pela OAS nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamentos ao ex-presidente. A competência não tinha qualquer base ou respaldo e gerou uma ficção”.

A defesa de Lula voltou a tratar da suspeição do juiz Sérgio Moro, afirmando que “não se pode deixar de analisar os graves fatos praticados pelo juiz ao longo da ação”, segundo ele, atos com claros objetivos de gerar fatos políticos, como a divulgação do áudio da conversa de Lula e Dilma. “A sentença tem um terço dos parágrafos a atacar a defesa e outros à autodefesa ao juiz”, disse.

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