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Vitória da Conquista | 26 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 27/02/2018 - 09h06
 O parlamentar baiano é investigado por supostos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa

“Que falta nesta cidade?…Verdade
Que mais por sua desonra?…Honra
Falta mais que se lhe ponha…Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste socrócio?…Negócio
Quem causa tal perdição?…Ambição
E o maior desta loucura?…Usura.”

O trecho acima é do poema Epigrama, do escritor, advogado e poeta baiano Gregório de Matos e é o texto de abertura da representação protocolada pelos partidos Psol e Rede contra o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. O parlamentar baiano é investigado por supostos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento ligado ao seu irmão Geddel Vieira Lima no bairro da Graça, em Salvador. O colegiado, presidido pelo deputado federal também baiano Elmar Nascimento (DEM), se reúne às 14h30 desta terça-feira (27) para instaurar o processo por suposta quebra de decoro parlamentar do congressista. Na sessão, também deve ser escolhido o relator do caso.

Na representação, os partidos lembram que Lúcio Vieira, o irmão Geddel e a mãe Marluce teriam se associado para “cometer crimes de ocultação de origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de cifras milionárias de dinheiro vivo proveniente de infrações penais anteriores”. Foi citado ainda no texto o caso em que o deputado teria recebido R$ 1,7 milhão da Odebrecht, entre 2010 e 2013, para favorecer a tramitação de projetos de interesse da companhia na Câmara dos Deputados. Outro fato mencionado é suposta apropriação de até 80% dos salários de ao menos dois secretários parlamentares de Lúcio Vieira: Job Ribeiro Brandão e Roberto Suzarte dos Santos. A Procuradoria-Geral da República estima, apontam os partidos na representação, que nos últimos dez anos, Marluce e Lúcio se apropriaram de aproximadamente R$ 2 milhões oriundos da remuneração dos dois assessores (Bocão News).

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