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Vitória da Conquista | 19 de Junho de 2019
Por Diário Conquistense | 21/05/2019 - 10h09

Os docentes da Uesb estão em greve há 41 dias. Depois de oito reuniões de negociação, a assembleia da Adusb, da segunda-feira (20), avaliou que a proposta do governo ainda não responde às reivindicações. O Estado mantém resistência em discutir a reposição salarial, mais recursos para as Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), além do compromisso político de não alterar o Estatuto do Magistério Superior. A continuidade da greve por tempo indeterminado foi aprovada sem votos contrários.

A contraproposta do Movimento Docente foi protocolada no dia 9 de maio e desde então o Fórum das ADs, que reúne as Associações Docentes das Ueba, tem pressionado para que o documento seja respondido.

Durante reunião no dia 13 de maio, as representações governamentais insistiram para que os professores apresentassem pontos que consideram essenciais para que a saída da greve fosse apreciada pelas assembleias. Os docentes apontaram como fundamentais: a manutenção integral do Estatuto do Magistério Superior; fluxo da concessão de promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho até o final de 2019, com possibilidade de projeção para 2020; reposição da inflação; o fim dos cortes e contingenciamentos no orçamento das Universidades Estaduais.

A assembleia pontuou que o governo apenas apresentou a proposta por conta da deflagração da greve, pois desde 2015 não havia negociação. Os docentes defendem que o cenário nacional de denúncia dos cortes para a educação deu ainda mais força à luta nas Universidades Estaduais da Bahia. Portanto, o movimento grevista tem se fortalecido e entende que o governo tem condições de avançar na proposta. Inclusive por conta das entrevistas recentes com anúncio de redução de impostos, o que demonstra que não há problemas de caixa, sem contar os dados do Portal da Transparência que indicam folga para alcançar o limite prudencial para gastos com pessoal.

O movimento grevista cobra coerência de Rui Costa, que faz duras críticas ao governo Bolsonaro por conta do corte nas Universidades Federais, mas realiza o mesmo tipo de política nas Universidades Estaduais da Bahia.

Além da Uesb, a greve também foi mantida na Uefs, Uneb e Uesc.

Matéria completa no site da Adusb

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