A mídia da cidadania
Vitória da Conquista | 26 de Setembro de 2018
Por Fabio Sena | 02/04/2018 - 08h21
Visão noturna de Vitória da Conquista

por Ivan Cordeiro

Luz é vida. No caso das cidades, luz é qualidade de vida. É segurança e bem-estar. Investir em iluminação, portanto, é garantir às pessoas o direito à liberdade de transitar pelas ruas e de poder estar com seus familiares sem os riscos comuns das ruas e praças escuras. Por isso, o governo municipal tem investido maciçamente num serviço que vem melhorando substancialmente a vida de milhares pessoas, das zonas urbana e rural.

Por Fabio Sena | 27/02/2018 - 01h25
Este manifesto constitucional almeja instituir um método e dinâmica de controle de constitucionalidade social, por via de conselhos populares,

por Alexandre Aguiar

Considerando que o constitucionalismo é o movimento que atravessou a modernidade, de modo a alcançar o Século XXI e o Terceiro Milênio da denominada era Cristã.

Considerando todos os esforços e tratados internacionais pela garantia e preservação da amizade entre os povos do Mundo através da paz na contemporaneidade.

Considerando que a democracia constitucional é social, politica e jurídica e, que a historicidade demonstra que as opressões e revoluções só alcançaram resultados práticos pelo uso da força, de modo a atender os interesses humanos no campo das subjetividades e sendo assim precisamos reverter cultura de guerras em cultura de paz no Brasil.

Considerando as comoções no campo social, político e jurídico por que atravessa o Brasil e as Américas, sobretudo, a América Latina na contemporaneidade.

Por Fabio Sena | 15/02/2018 - 10h13

p/ Prof. Dirlêi A Bonfim

Hoje tive um sonho, ao pensar sobre um país possível, um gigante da América do Sul, que poderia perfeitamente se transformar num estado de prosperidade e bem estar social, igualdade, fraternidade e liberdade. Segundo o Mestre Darcy Ribeiro(1995), em  O povo brasileiro (…) “surgimos da confluência do entrechoque e do caldeamento do invasor português, com índios e campineiros e com os negros africanos, uns e outros aliciados como escravos”. Nessa mistura de raças e etnias somos forjados sob
 a
 regência
 dos
 portugueses,
 matrizes
 raciais
 díspares,
 tradições
 culturais
 distintas,
 formações
 sociais
 defasadas  que
 se
enfrentam

e
se
fundem para
dar
lugar
a
um
povo
novo”. Com o espectro de grandes possibilidades de construir uma sociedade nova e renovada nos hábitos e costumes herdados e trazidos de outras partes do mundo, mas, ao mesmo tempo com componentes civilizatórios completamente distintos. E fazer deste país um outro mundo de possibilidades e civilidades e quem sabe transformá-lo de fato numa pátria de oportunidades e crescimento para todos…? O que torna a sociedade brasileira diferente e única? Há uma reflexão através do dilema que faz do Brasil um país de grandes desigualdades, mas de futuro promissor. Onde está esse futuro…? Para quem…?

Por Fabio Sena | 08/02/2018 - 11h01
"Vamos ser campeões da Bahia!” Enquanto isso não acontece, a Criptonita pode imaginar que o resultado de ontem foi uma fantasia de carnaval.

 

Pedro Alexandre Massinha

Muita gente dirigiu-se a mim e afirmava que o motivo pela péssima performance do Vitória da Conquista no campeonato baiano era a falta de experiência do treinador Washington que deu a largada na sua nova profissão dentro do mundo do futebol. A diretoria do Bode apostou na trajetória positiva do Coração Valente e numa jogada de marketing lançou o ex-jogador da seleção brasileira como a principal marca do time. Washington, elegante e consciente, não deixou para o presidente Ederlane o dissabor de ter que demiti-lo, se é que o faria, e ainda no vestiário entregou o cargo. Tudo isso aconteceu depois da derrota para o Jacuipense. Foi a partir daí que torcedores e membros da imprensa atribuíram ao treinador o fracasso parcial da equipe na competição.

Por Fabio Sena | 04/02/2018 - 12h58
O asilo de Lula poderia agradar ao governo, pois, preso, ele seria defendido por uma constrangedora campanha internacional.

por Elio Gaspari, Folha

Lula vai preso? Quando? Existe uma outra possibilidade. Diante da prisão inevitável e próxima, Lula entra numa embaixada latino-americana, declara-se perseguido político e pede asilo diplomático. Não há nenhuma indicação de que ele pretenda fazer isso, mas a realidade ensina que esse caminho existe. Pelo andar da carruagem, Lula será preso para cumprir a pena que lhe foi imposta pelo TRF-4. Está condenado a 12 anos de cadeia, e dois outros processos poderão render novas penas. Aos 72 anos, ralará alguns anos anos em regime fechado até sair para o semiaberto.

Por Fabio Sena | 26/01/2018 - 17h44
Herberson Sonkha é professor de Filosofia e Sociologia

“Brasil, mostra a tua cara / Quero ver quem paga / Pra gente ficar assim / Brasil / Qual é o teu negócio? / O nome do teu sócio / Confia em mim”
(CAZUZA, 1980)

por Herberson Sonkha[1]

Longe de ser um conto de fada europeu do período medieval, em que a donzela plebeia toca os lábios do sapo-príncipe… (blá, blá, blá!) Esse conto todos nós conhecemos, contudo o que a história contemporânea brasileira está vivenciando é o beijo da plebe no “sapo-barbudo” que o transformou em Príncipe dos Plebeus e o ódio melodramático desesperador das elites que se utiliza do método mais sórdido usado para condená-lo.

Inquestionavelmente os “meios justificam os fins” quando diz respeito a combater sistematicamente quem ousa enfrentar (mesmo moderadamente) o establishment e intelligentsia, guardiã do capital. A regra continua sendo os mesmos artífices forjado pelas elites letradas (nobres medievais) na lenda de Robin Hood para incriminar “fora da lei” na Floresta de Sherwood.

Por Fabio Sena | 24/01/2018 - 13h54
Domingos Leonelli, ex-deputado federal

por Domingos Leonelli

Acho que sou o único brasileiro que acredita na absolvição de Lula. Talvez porque não tenha nem preconceitos nem ilusões em relação à Justiça. Entendo que uma condenação confirmando a equivocada decisão do juiz Sergio Moro tomada sem provas documentais, aliada às outras besteiras como o o ridículo powerpoint do MPF, a condução coercitiva, o vazamento do telefonema idiota de Dilma para Lula e, também, a utilização do princípio de que todos são iguais perante a lei, para considerar Lula um meliante qualquer, destruíram parte do bom trabalho que a Lava Jato vinha fazendo. Foram tão equivocadas e persecutórias que recompuseram a unidade do PT em torno de Lula e repuseram sua candidatura. impensável há dois anos atrás.

Lula é responsável, sim, pelos imensos erros e desvios que os governos do PT, PCdoB, PSB, PDT, PMDB, PP, PR e outros cometeram nos planos políticos, administrativos, éticos e morais. Erros e desvios que fizeram um enorme mal à esquerda deste Pais vinculando-a à corrupção e patrimonialismo. E essas responsabilidades são muito maiores que uma quase propriedade de um apartamento cafona no Guarujá e um sítio pra tomar cachaça em Atibaia. Mas para condenar o presidente cujos governos mais fizeram pelos pobres na história do Brasil,não bastam os truques de “Eliott Ness” contra Al Capone preso por sonegação do imposto de renda. Esses erros e equívocos absolveram Lula e reconstituíram sua liderança, hoje incontrastável como candidato ou não. É por isso que penso que os membros do TRF 4 podem absolvê-lo . Por razões jurídicas e políticas. O juízes devem saber que a essa altura só quem pode julgar Lula é o povo, nas urnas.

Por Fabio Sena | 24/01/2018 - 12h22
Gilberto Santos, radialista, o Velho Zuza do rádio conquistense

por Thaty Miranda | Jornalista
Exclusivo para o Diário

“Como é que tá aí? De você faz tempo que eu não ouço nada. Fala um pouco, sua voz tá tão calada. Sei que agora deve estar impressionando os anjos com sua risada”. Poxa, amigo… dois anos sem a sua voz, o seu sorriso, a sua irreverência, a sua pirraça e a sua amizade. Nas poucas divergências, quando os pontos de vista eram diferentes em relação ao programa, naqueles telefonemas que me acordavam e eu, ainda desorientada de sono, era chamada de amarela, nos intermináveis áudios do whatsapp, em que falávamos de mil coisas ou naqueles momentos em que queríamos a companhia um do outro, sem nenhum motivo “especial”, havia muito amor.

O amor dos laços fraternos que se tornaram ainda mais estreitos quando passamos a trabalhar juntos. E era tão bom, que nem parecia trabalho. Era a mágica de fazer o que se gosta com quem se gosta. Você partiu, mas todos os momentos lindos ficaram. E são eles que o mantém vivo para os amigos, familiares e ouvintes, seus eternos fãs. Apesar da saudade enorme e da lacuna gigantesca que ficou nos nossos corações e no rádio conquistense, agradeço a Deus pela felicidade de ter convivido contigo, uma das pessoas mais generosas que conheci.

Por Fabio Sena | 19/01/2018 - 10h56
"Juízes atuam como déspotas ao invés de serem aqueles que administram e julgam distribuindo a justiça"

por Euvaldo Cotinguiba 

Vivemos neste momento em nosso país o ápice daquilo que podemos chamar de um “despotismo jurídico”, estamos com a vida de toda a sociedade sendo regida pelos doutores juízes, mesmo que estes tomem suas decisões movidos por interesses políticos partidários, interesses econômicos, interesses amistícios ou outros precisamos entender que essa situação resulta de longos anos e práticas aristocráticas presentes no trato da própria sociedade com tal classe. A sociedade lhes deu força e poder para que tais ações chegassem onde se encontram. A construção histórica do judiciário brasileiro precisa ser avaliada desde os seus primórdios para que possamos lançar algumas luzes sobre o atual problema que envolve esta casta em nossos dias. 

Por Fabio Sena | 18/01/2018 - 14h34
Janguiê Diniz, mestre e Doutor em Direito e reitor da UNINASSAU
por Janguiê Diniz

Todos nós conhecemos e sabemos da importância do Carnaval para a cultura nacional. Mundialmente conhecido como o país do Carnaval, o Brasil tem uma diversidade de festas e ritmos que se espalham por quase todos os estados e fazem deste um dos feriados mais impactantes, responsável por movimentar boa parte da economia em setores como turismo e negócios, influenciando positivamente no cenário econômico geral do país pelo resto do ano. Uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro, após o carnaval de 2017, apontou que 1,1 milhão de turistas passaram pela cidade no período de Momo. A festa movimentou cerca de R$ 3 bilhões na economia da cidade. Ainda segundo o estudo, 94% dos turistas estrangeiros disseram que voltariam à cidade, 17,4% pretendiam retornar no mesmo ano e 91,9% recomendariam a visita.

Por Fabio Sena | 16/01/2018 - 17h03
A OAB-BA espera um posicionamento firme e efetivo da Secretaria de Segurança Pública baiana na fiscalização das unidades policiais sob a sua competência

Marcos Luiz Alves de Melo
Presidente da Comissão Especial de Sistema Prisional e Segurança Pública da OAB-BA

Eis que chegou o ano de 2018. Mas os votos de prosperidade e a esperança de um ano melhor do que foi 2017 logo desvaneceram (ao menos para aqueles que aguardam por alguma melhora no sistema carcerário brasileiro e por um processo legal justo, célere, efetivo e não seletivo). Ao final da primeira semana do novo ano, em 8 de janeiro, foi noticiada uma barbárie cometida contra um casal em Camaçari. As vítimas foram torturadas, estupradas e enforcadas, por conta de um montante em dinheiro que teriam recebido e que aguçou a ganância de um grupo de indivíduos mal intencionados. No dia seguinte, 5 indivíduos foram capturados pela polícia (2 adultos e 3 adolescentes), acusados da prática desse crime bárbaro.

Por Fabio Sena | 12/01/2018 - 10h43
Artigo de Flávio Passos, militante negro, professor da Rede Pública de Ensino do Estado da Bahia, doutorando na Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro), da UFBA. Contatos: br2_ebano@yahoo.com.br

por Flávio Passos

Vamos, amigo, lute! Senão a gente acaba  perdendo o que já conquistou” (Edson Gomes)


Primeiro ato.
Nasce uma Lei. Sim, a 10.639/03 foi o primeiro ato do primeiro governo democrático popular do Brasil. Eleito a partir de décadas de lutas populares, o presidente metalúrgico, sindicalista e nordestino atendeu às demandas dos movimentos sociais, uma pauta especialmente cara para os movimentos negros e quilombola.

O Estado brasileiro havia reconhecido o problema do racismo, quinze anos antes, na Constituição Cidadã de 1988. Começar um governo popular aprovando uma lei anti-racismo na educação apontava para o compromisso para com a construção de um novo projeto de nação: culturalmente plural e politicamente democrática.

Aquele nove de janeiro de 2003 foi como que uma segunda posse, a do povo, acontecendo ali, no Palácio do Planalto. Uma legítima carta de alforria que nos tiraria da invisibilidade e do anonimato. O país do mito da “democracia racial”, da ideologia do embranquecimento, e de mais de duas dezenas de tipos de racismos passava a ser obrigado a ter a história e as culturas dos então 51% – hoje, 55% – de sua população no currículo escolar. Em todos os sistemas de ensino.

Por Fabio Sena | 11/01/2018 - 23h11
Que ele traga paz, saúde e prosperidade para este 2018 que começa.

Fabíola Mansur | Deputada Estadual

O ano na Bahia começa com bênçãos e muita alegria com as tradicionais festas do calendário do Estado. É como diz a frase mais ouvida nesta quinta-feira na cidade: “Quem tem fé vai a pé”. E não podia ser diferente em mais um ano da Lavagem do Bomfim, em Salvador. Participei, junto com o povo da minha terra, da tradicional caminhada do Bonfim que enfeitou de branco todo percurso – da Igreja da Conceição da Praia até a Basílica do Senhor do Bonfim. É sempre um prazer renovado participar dessa que é uma das mais importantes festas populares da Bahia.

Por Fabio Sena | 08/01/2018 - 15h52
Mesmo depois do Grito do Ipiranga em 7 de setembro de 1822, o Brasil continuava sob ataque dos portugueses.

Fabíola Mansur | Deputada Estadual

Para quem vive hoje em #Itaparica, 195 anos depois da batalha que terminou com vitória brasileira sobre os portugueses comandada por Inácio Madeira de Melo, não há dúvidas: o que aconteceu na vila naquele 7 de janeiro de 1823 foi decisivo para que o Brasil se tornasse finalmente independente de Portugal. A festa da Independência de Itaparica é o orgulho maior do povo local, assim como Barros Galvão, João das Botas e Maria Felipa, valorosos guerreiros, fundamentais para a conquista – mesmo depois do Grito do Ipiranga em 7 de setembro de 1822, o Brasil continuava sob ataque dos portugueses.

Por Fabio Sena | 05/01/2018 - 21h59
A Primeira Grande Guerra mostrava-se impressionantemente diversa de todos os outros conflitos enfrentados pela Humanidade.

por Rômulo Moreira

No início do século passado, a Europa atravessava um período de intensa turbulência política – muito em razão de acontecimentos já do final do século XIX, já que alguns Estados europeus estavam inconformados com a partilha de territórios asiáticos e africanos para fins de colonização. Enquanto França e Inglaterra puderam explorar as terras estrangeiras – extremamente ricas em matéria-prima, colonizando-as, países como a Alemanha e a Itália haviam sido excluídos do processo “imperialista”, fato que, não isoladamente, pode ser considerado como a gênese do primeiro grande conflito mundial – não apenas, repita-se. Além de matéria-prima, havia também uma disputa intensa por novos mercados consumidores e, por conseguinte, uma perigosa corrida belicosa, ocasionando uma constante apreensão geopolítica, especialmente entre os países europeus.

Por Fabio Sena | 04/01/2018 - 11h32
Iara Assessu edita o site Fantástico Mundo de Iara.

“Você precisa se adaptar à sociedade”, não sei se foi essa a frase ipsis litteris, mas é exatamente esse o sentido. A gente ouve isso tanto. Pelo menos eu escuto. Já ouvi outras vezes e por um tempo, acreditei nisso, busquei isso. Mas será que eu tenho mesmo que me adaptar à sociedade? Mas o que seria isso? Fingir ser o que eu não sou? Alguém que diga isso não sabe o real significado de “tentar adaptar-se a sociedade” para uma pessoa autista. Quando falam para mim que preciso me adaptar, lembro da história da irmã da Cinderela, sabe aquela que no momento de calçar o sapatinho de cristal, corta os dedos fora? Acho que no filme da Disney isso não acontece, mas alguns livros relatam essa parte. Para que o pé coubesse no sapato, ela decide amputar os dedos e assim o sapatinho passa a caber. Por um momento, ela passa a ser a escolhida, mas os pés sangram, a dor é insuportável, imaginem: uma ferida aberta sendo apertada por um sapato de cristal que, por si só, já me parece tremendamente desconfortável. Imagina aquilo pressionando e em atrito com uma ferida aberta? Agora pense eu autista que perco a paz com qualquer par de tênis novo e fofinho com pé mutilado e num sapato duro de vidro?

Leia mais no Fantástico Mundo de Iara.

Por Fabio Sena | 04/01/2018 - 09h36
Imagem Ilustrativa do Post: Escultura de "Sofocles” // Foto de: Bastian Romero // Sem alterações

Antígona, como se sabe, é uma tragédia escrita pelo dramaturgo grego Sófocles – um dos mais importantes escritores dessa forma de drama na Antiguidade Clássica – possivelmente no ano 442 a.C. -, sendo uma das três tragédias que compõem o chamado “Ciclo Tebano” ou a “Trilogia Tebana”, ao lado de “Édipo Rei” e de “Édipo em Colono” (Valemo-nos da versão traduzida por Millôr Fernandes, publicada pela Editora Paz e Terra S/A, 2015). A protagonista da peça, Antígona, é a filha de Édipo e irmã de Ismênia (a “irmã adorada”), de Polinices e de Etéocles, todos filhos e filhas todas do casamento incestuoso de Édipo com Jocasta – duas mulheres numa só, mãe e esposa (mas essa é uma outra tragédia…). Jocasta havia abandonado a própria vida, “pendurando-se numa corda ignominiosa”, enquanto Édipo, expiando-se também do incesto invito, deu fim à sua visão, furando os seus próprios olhos.

Por Fabio Sena | 02/01/2018 - 11h30
Existe proposta tecnicamente respaldada e suficiente para superar este desastre social e, o caminho publico-privado é adotar a Reforma Urbana Já!

por Alexandre Aguiar | Advogado do Sertão

Recentemente no artigo “Breves considerações sobre reforma urbana e dinâmica da propriedade” aqui neste Diário Conquistense, quando foi abordada a mensagem do direto à cidade pela dinâmica da propriedade com base na intenção do legislador constituinte, que definiu a garantia do direito de propriedade e enunciou que a propriedade atenderá sua função social. No levantamento deste conteúdo, foi falado sobre a matéria que diz respeito à edição da política urbana no Brasil, a partir dos Art. 182 e 183 da Constituição Federal, sua legislação complementar consistente na Lei Federal 10.257/2001 (Estatuto das Cidades), bem assim, o quanto restou definido no Código Civil de 2002, no Art. 1228 caput e parágrafos, onde o sentido jurídico do direito de propriedade foi ampliado, alcançando uma interpretação lato sensu.

Por Fabio Sena | 01/01/2018 - 22h41

por Rômulo Moreira | Procurador de Justiça

O Professor Francis George Steiner, nascido em Paris, no dia 23 de abril de 1929, e ainda vivo, é um filho de pais judeus que haviam emigrado de Viena – uma cidade já antissemita. Aos onze anos foi levado para Nova York, escapando da ocupação alemã, graças ao pressentimento do seu pai. Foi, portanto, um sobrevivente do Holocausto, ao contrário dos seus colegas do Lycée Janson-de-Sailly, quase todos assassinados por Hitler. Estudou em Chicago e Harvard, depois em Oxford. Trabalhou para o “The Economist”, tendo sido, logo depois, o primeiro bolsista na área de humanidades do Institute of Advanced Study, em Princeton. Em 1961, com a fundação do Churchill College, mudou-se para Cambridge – onde vive atualmente. Em 1974 foi contratado pela Universidade de Genebra, onde lecionou literatura comparada perante alunos de todo o mundo, passando a viver entre o Reino Unido e a Suíça. Neste período passou a escrever para a “New Yorker” – por mais de trinta anos.

Por Fabio Sena | 01/01/2018 - 15h13
Você gostando ou não, ela é sucesso. Tudo bem, continue não gostando, mas respeite

José Medrado | Líder Espírita

A drag queen Pabllo Vittar vem dando o que falar, pessoalmente não gosto do estilo de sua música, ou mesmo de sua performance como artista, ainda que reconheço que o seu hit, o sucesso “K.O.” (expressão do inglês “knock out” e, em português, “nocaute”), está aí sendo cantado por um mundo de gente. Não entendo, no entanto, porque as pessoas, em geral, pelas redes sociais, estão saindo da avaliação da artista para atacarem a pessoa, desrespeitando-a de forma tão violenta. Naturalmente, que a Psicanálise, a Psicologia vão dar as suas justificativas, ainda que muitos não tenham a percepção deste móvel.

Por Fabio Sena | 31/12/2017 - 23h50
Villa-Lobos que nos socorra, nos salve das trevas e nos resgate

Prof. Dirlêi A Bonfim

Atualmente podemos destacar que a grande maioria das músicas que circulam no Brasil, influenciadas diretamente pelo processo de massificação dos veículos de comunicação de massa, tratam de apenas dois temas: farra, amorzinho, culto ao corpo e futilidades… O que é uma pena, lamentável pois a riqueza musical desse nosso país é incomensurável, uma lástima, que a nossa música tem servido a todo tipo de apelação, alienação, como está sendo desperdiçada, degradada, vilipendiada e desconstruída pelos veículos de comunicação com uma verdadeira imposição do chamado lixo cultural, que invade e inunda toda a sociedade como uma enchente de detritos nesse caldeirão de bobagens e futilidades recorrente nas redes midiáticas.

Por Fabio Sena | 31/12/2017 - 21h45
É com austeridade, inteligência, gestão eficiente e boa vontade que se alcançam resultados melhores.

por Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB

A carga tributária aplicada aos brasileiros está entre as maiores do mundo. Cerca de 35% da riqueza produzida no País segue para os cofres do Estado. Apesar disso, a percepção geral é de que os serviços públicos devolvidos para a população são precários, mesmo nas áreas mais básicas que representam os direitos fundamentais, como saúde, educação, segurança e acesso à Justiça. O Estado alimenta o péssimo hábito de buscar o ajuste das suas despesas acenando sempre com a possibilidade de aumento de impostos, onerando ainda mais o já combalido bolso dos cidadãos e dos empresários.

Por Fabio Sena | 28/12/2017 - 16h04
Estamos entre as principais economias do mundo e insistimos em ocupar as posições finais nos estudos e rankings que mensuram a qualidade da educação.

por Janguiê Diniz

No momento em que o Brasil corre o risco de ver extinta sua maior política pública de acesso à educação superior da história, o Relatório de Monitoramento Global da Educação 2017/18, recém divulgado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), alerta para o quanto a transformação de uma política social em política econômica pode comprometer o progresso do país. A agenda de desenvolvimento sustentável adotada pelas Nações Unidas, lançada em setembro de 2015 com metas a serem atingidas até 2030, inclui entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a garantia de educação inclusiva, equitativa e de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos.

Por Fabio Sena | 28/12/2017 - 13h44
É o Brasil profundo contra o país superficial

Alexandre Aguiar

Depois da Vai Malandra, percebe-se que a carência de conteúdo da indústria cultural do eixo Rio-São Paulo-Salvador poderá viabilizar Vitória da Conquista e Lençóis, ou seja, o Sertão da Bahia, a partir do legado audiovisual de Glauber Rocha/Orlando Senna e na música de Elomar/ Xangai, sendo que cinema e música podem caminhar juntos para promover uma mudança de pensamentos do Sertão para o Litoral e não mais do Litoral para o Sertão.

É o Brasil profundo contra o país superficial, é conteúdo e criatividade contra país desigual! É hora de tomar a dianteira no Brasil, pois temos um país (burocrático/perverso) contra uma nação (trabalhadeira/gentil). Sendo que este país já plantou a semente em Brasília e nas Capitais dos Estados, mas ainda não prejudicou o nosso interior, daí precisarmos voltar para dentro de nós mesmos e redescobrir Cora Coralina! O Brasil precisa voltar o olhar artística, cultural, social e politicamente para o seu interior!

Por Fabio Sena | 26/12/2017 - 02h41
O patrimonialismo, ao sabor dos especuladores e rentistas, segue como definido no século passado, ou melhor, no milênio passado.

por Alexandre Aguiar | Advogado do Sertão

Quando da conclusão da graduação em direito pela Fundação Eurípedes Soares da Rocha – UNIVEM, na cidade de Marília – SP, no ano de 2006, a nossa monografia de conclusão de curso trouxe o tema Reforma Urbana: um caminho para cidade sustentável, plural e feliz. Naquela ocasião, devido o estudo ainda incipiente dos ramos do direito constitucional, civil, tributário, municipal e urbanístico, talvez tenha faltado amarrar com maior perspicácia a mensagem dos apontamentos levantados sobre a política urbana no Brasil. Não podemos continuar a ser uma nação de pessoas humanas sem teto, com moradias precárias, nas periferias e favelas, sem observar as finalidades econômicas e sociais da propriedade. Por sua vez, as pessoas não podem ser oneradas pelo financiamento da casa própria, do BNH ao Minha Casa Minha Vida, para pagar juros bancários pela moradia, diante do nosso flagrante excedente e subutilização predial e territorial urbano. Neste país cabem todas as pessoas brasileiras, com moradia digna, espaçosa e saneada.

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