Funcionários terceirizados do Hospital de Base, em Vitória da Conquista, prometem paralisar totalmente as atividades a partir do dia 5 de setembro, caso não haja uma solução para as pendências trabalhistas que enfrentam há anos. Entre as principais reivindicações estão a falta de recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o não pagamento do adicional de insalubridade de 40% aos maqueiros.
De acordo com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza da Bahia (Sindilimp-BA), há pelo menos três anos os trabalhadores não têm seus depósitos do FGTS realizados regularmente pelas empresas terceirizadas responsáveis pela mão de obra do hospital.
“Estamos há três anos sem o recolhimento do FGTS. Isso é um direito básico do trabalhador que está sendo descumprido. Se até o dia 5 de outubro essa situação não for resolvida, vamos paralisar geral – maqueiros, equipe da limpeza, todos”, afirmou um representante do sindicato.
Além da questão do FGTS, os maqueiros denunciam que não recebem o adicional de insalubridade de 40%, mesmo atuando em condições de risco, em áreas hospitalares com alta exposição a agentes biológicos.
A possível paralisação pode afetar diretamente o funcionamento do hospital, que depende dos serviços prestados por esses trabalhadores para garantir o atendimento e a higiene das instalações. O sindicato cobra uma resposta urgente das autoridades responsáveis e das empresas contratadas.
Reportagem Mateus Araújo