Vereador denuncia subsídio milionário ao transporte coletivo e vota contra novo imposto
Em um discurso contundente que ecoou na Câmara Municipal, o vereador Andreson Ribeiro (PCdoB) lançou um ataque direto à gestão municipal, denunciando o que ele classifica como o “alto valor” do subsídio concedido às empresas de transporte coletivo da cidade. A denúncia serviu como principal fundamento para o seu voto contrário ao projeto que visa instituir um novo aumento na taxa de iluminação pública.
O vereador revelou números que chocam: “Vitória da Conquista viabiliza as empresas de ônibus com uma mixaria de R$ 8.904.598,19 (oito milhões, novecentos e quatro mil, quinhentos e noventa e oito reais e dezenove centavos) ao mês”. Ao projetar esse valor, Andreson Ribeiro alertou que o subsídio totaliza impressionantes R$ 106 milhões anuais que “entram como subsídio às empresas de transportes da nossa cidade”.
“É acreditar que a gente é besta”
Em um tom de indignação, o parlamentar questionou a lógica por trás de onerar ainda mais o contribuinte com uma nova tributação, enquanto milhões de reais são despejados no caixa das concessionárias. “Não é oportuno termos mais uma tributação. Que justificativa é essa? É acreditar que a gente é besta!” declarou o vereador.
A crítica se aprofundou ao desmantelar a justificativa de que o subsídio seria para modernizar a infraestrutura urbana, citando o exemplo de outros grandes municípios baianos que não adotaram a mesma medida: “Salvador não pautou esse projeto, Itabuna não pautou, Feira não pautou. Por que Conquista?”
Ele ironizou a ideia de modernização, destacando que o único avanço mencionado seria a instalação de placas solares LED nos pontos de ônibus para a segurança. “É para se modernizar a questão dos pontos de ônibus, para ajudar na segurança, porque iremos colocar placas solares LED”, afirmou, sugerindo que o custo de uma melhoria pontual não justifica o valor astronômico do repasse.
Empresas lucram e cidadão paga a conta
Além da verba pública injetada, o vereador lembrou que as empresas continuam cobrando a tarifa dos usuários (que teve reajuste recente para até R$ 4,20 para quem paga em dinheiro), e ainda levantou a suspeita de que as empresas operam “sem pagar a outorga” devida ao município.
Para Andreson Ribeiro, onerar a população com mais uma taxa, como o aumento da iluminação pública, é inaceitável diante da revelação do montante que a prefeitura já destina ao transporte. A denúncia solidifica o seu voto contra o projeto de aumento de impostos, exigindo que a gestão reveja as prioridades de gastos e corte o que ele considera um subsídio excessivo e questionável antes de buscar mais dinheiro no bolso do conquistense.