O que deveria ser um dos principais eixos de fluidez do trânsito na zona oeste de Vitória da Conquista transformou-se em um cenário de abandono e perigo. O entroncamento que liga a Avenida Paraná, a Avenida Jadiel Matos e o Anel Viário está tomado por buracos de grandes proporções, que se transformam em armadilhas de lama sempre que chove.
A situação é crítica em um ponto vital da cidade. O trecho recebe diariamente um fluxo intenso de caminhões pesados que cruzam o Anel Viário, além de centenas de veículos leves de moradores dos bairros Patagônia, Campinhos e loteamentos vizinhos.
Nas imagens enviadas à nossa redação, é possível ver que o asfalto cedeu completamente em diversos pontos da rotatória. Com o acúmulo de água barrenta, os condutores não conseguem mensurar a profundidade das crateras, resultando em pneus rasgados, rodas danificadas e prejuízos mecânicos frequentes.
Para evitar o impacto direto nos buracos, motoristas e motociclistas têm sido flagrados realizando manobras perigosas, como invadir a contramão ou subir no acostamento.
“É um teste de paciência e de sorte. Quem passa por aqui todo dia já sabe que o prejuízo é certo se não tiver cuidado dobrado. O risco de um acidente grave, principalmente envolvendo motociclistas, é imenso”, relata um condutor que utiliza a via para trabalhar.
Jogo de Empurra na Responsabilidade
Um dos maiores obstáculos para a solução do problema é a indefinição sobre a jurisdição do trecho. Por estar localizado exatamente na transição entre o perímetro urbano e a rodovia federal, a manutenção acaba caindo em um vácuo administrativo:
* ViaBahia: Frequentemente questionada pela manutenção das alças do Anel Viário.
* Prefeitura Municipal: Responsável pela pavimentação das avenidas que desembocam no trevo.
Enquanto os órgãos não definem a competência da obra, a camada asfáltica continua se esfarelando sob o peso dos veículos de carga, deixando a população à mercê do descaso.
Além da questão mecânica e de segurança, o local apresenta um aspecto de insalubridade. A lama acumulada e a poeira nos dias secos afetam os comércios e postos de combustíveis da região, além de dificultar a vida dos pedestres que precisam atravessar o trecho para acessar os pontos de ônibus.