Uma situação de abandono, criminalidade e maus-tratos a animais tem deixado em alerta os moradores da Rua Eduardo Dalton, nas proximidades do bairro Alto Maron. A residência, que pertencia a um homem identificado como Davi, apontado como um dos envolvidos em uma recente tentativa de assalto a um supermercado na região, foi alvo de um incêndio criminoso após o ocorrido.
Segundo relatos de vizinhos, a casa funcionava como um ponto de tráfico de drogas, descrita como uma “maloca”. O incêndio ocorreu em uma terça-feira, por volta das 2 horas da manhã. Testemunhas afirmam que, antes das chamas começarem, pessoas foram ouvidas jogando pedras e xingando os ocupantes.
“Eu só acordei com a zoada do fogo, as coisas estourando”, relatou uma moradora que precisou agir rápido com o marido para evitar que as chamas atingissem sua própria casa.
O proprietário da residência, Davi, teria sido alvejado durante a ação criminosa no Candeias e encontra-se atualmente internado no Hospital de Base, respirando com o auxílio de drenos no pulmão. O histórico familiar de Davi é marcado por tragédias: sua mãe cometeu suicídio há cerca de 20 anos e seu pai também já faleceu. Envolvido com o crime desde jovem, ele teria sido abandonado pela tia que tentou criá-lo.
No meio dos escombros da casa incendiada, um cachorro de grande porte, da raça Pitbull, permanece abandonado. O animal, que já sofria graves maus-tratos antes mesmo do incêndio, vivia em meio a fezes, sem higiene e, muitas vezes, sem água ou comida. Imagens do local mostram o quintal repleto de dejetos e o animal acuado entre ruínas e lixo.
Recentemente, o cachorro conseguiu se soltar e atacou três pessoas na rua, além de morder outro cão em um bar próximo.
“Ele fez o maior roça no bar”, afirmou uma testemunha, ressaltando que o animal agiu por estresse e abandono.
A vizinhança, embora temerosa pelos ataques, tem se mobilizado para alimentar o animal através das grades da casa incendiada. No entanto, os moradores clamam por uma intervenção urgente das autoridades competentes para a remoção do cão.
“A vizinhança precisa de auxílio para fazer a remoção desse cachorro e procurar um local ideal para ele”, desabafou uma moradora, reforçando que o ambiente atual é insalubre e perigoso tanto para o animal quanto para a comunidade.
Até o fechamento desta matéria, o Pitbull permanecia no imóvel em ruínas, aguardando um resgate que possa lhe dar um destino digno e segurança aos moradores da Rua Eduardo Dalton.
Para o Diário Conquistense.