VITÓRIA DA CONQUISTA – O terminal de ônibus da Avenida Lauro de Freitas é palco, neste momento, de uma paralisação de advertência dos trabalhadores do transporte coletivo. Após tentativas frustradas de negociação com as empresas concessionárias, a categoria decidiu cruzar os braços parcialmente, gerando filas quilométricas e longas esperas para os usuários do sistema.
O impasse nas negociações Segundo Álvaro Souza, presidente do Sindicato dos Rodoviários, as tentativas de acordo vêm ocorrendo desde abril, sem sucesso. A principal reivindicação da categoria é um reajuste salarial digno, com foco especial nos cobradores, que, de acordo com o sindicato, estão em uma situação crítica.
“A empresa segurou a inflação e não quer dar outro reajuste que não seja esse, o que acaba ferindo constitucionalmente os cobradores, pois eles passam a receber menos que o salário mínimo pelo acordo coletivo”, explicou Álvaro Souza em entrevista ao Diário Conquistense. Além da correção para os cobradores, o sindicato pleiteia um reajuste de, no mínimo, 6% para os motoristas.
Esquema de funcionamento e risco de greve geral Apesar da paralisação, o sindicato informou que a população não ficará totalmente desassistida. Para minimizar os impactos, foi estabelecida a manutenção de:
- 40% da frota circulando nos horários de pico.
- 30% da frota nos horários de entrepico.
Entretanto, o clima é de tensão. Caso as empresas não apresentem uma nova proposta que atenda às demandas dos trabalhadores, o sindicato já sinalizou o próximo passo: uma greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira.
Cenário no Terminal Nossa equipe registrou o descontentamento de passageiros que enfrentam dificuldades para retornar para casa ou seguir para o trabalho devido à demora dos coletivos. O Diário Conquistense continuará acompanhando o desenrolar das negociações para manter a população informada.
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